O tema da primeira mesa redonda da Semana do Brasil foi "Gestão
Participativa dos Recursos Hídricos", cujo objetivo era apresentar
ao público da Tribuna da Água como o país desenvolve a
administração das suas águas de forma a garantir que todos os
agentes sociais sejam atendidos nas suas demandas.
A primeira apresentação foi da assessora técnica do comissariado
do Brasil na EXPO 2008, Maria do Carmo Zinato, que destacou como
o país está organizado para gestão das águas. "O Plano Nacional
de Recursos Hídricos é um dos instrumentos mais importantes da
nossa Política. A partir dele, desenhamos 12 regiões
hidrográficas, que são muito importantes no desenvolvimento das
ações para a gestão das águas', afirmou ela, lembrando que 73%
das águas do Brasil estão em uma parte do território que
concentra apenas 5% da população.
O diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Triccoli
Franca, fez a segunda apresentação, que desenvolveu o tema da
palestra de Maria do Carmo. Durante a sua apresentação, Franca
contou aos participantes como a ANA atua sendo uma agência de
Estado e não de governo e qual é o seu papel no conjunto de
representantes da sociedade que atuam na gestão dos recursos
hídricos. "Uma das principais ações é na administração de
conflitos. Temos diversos grupos que querem usar a água, mas têm
interesses diferentes, nesse momento a ANA atua para garantir
que todos sejam atendidos, respeitando sempre as regras que
regem o consumo dos recursos hídricos. Mas o importante é que a
sociedade toda pode participar dessas ações, sem que haja
imposição de cima para baixo". O diretor da ANA disse também que
a Agência está trabalhando na difusão de informações sobre o
consumo da água, seguindo a orientação do presidente Luis Inácio
Lula da Silva de que estabeleceu que esta é a década da Água e
da Cultura.
A última apresentação desta mesa foi do vice-presidente da Rede
Brasileira de Organismos de Bacias (REBOB), Francisco Carlos
Castro Lahoz, que falou sobre a história da formação dos Comitês
de Bacias, que são considerados fundamentais na gestão
participativa, uma vez que organiza as demandas da sociedade.
Segundo Lahoz a Rebob, pretende incentivar a criação de fóruns,
que irão depois participar dos comitês. "Ás vezes, um
determinado grupo ou região quer participar do Comitê de Bacia,
mas não tem como organizar as suas demandas, não tem recursos
financeiros para participar de todas as ações. Por isso,
acreditamos que devam formar um grupo antes de chegar aos
comitês".
Depois das apresentações, foi realizado um debate com o público.
Além da forma que se geri os recursos hídricos, o público
espanhol questionou sobre como o Brasil cobra o uso da água.
Lahoz, que também é coordenador geral da Agência de Águas da
Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí,
contou que já se cobra dos usuários dessas águas, exemplificou
que se cobra 0,01 por m³ captado e 0,02 por m³ de água
consumida. A cobrança pelo uso da água na região foi o tema da
sua apresentação na última mesa redonda do dia Água e Energia.
As apresentações feitas na Tribuna da Água estão disponíveis
aqui no site
www.brasilnaexpo2008.com.br .