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Encontro do CAB relaciona ações locais com a agenda da ONU



A 13ª edição do encontro do Programa Cultivando Água Boa (CAB), promovido por Itaipu Binacional e parceiros, estabeleceu um conexão entre as ações socioambientais promovidas na Bacia do Paraná 3, na região oeste do Estado, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser implementados até 2030 por todos os países que compõem a Organização das Nações Unidas (ONU).


Além disso, o encontro, que terminou no dia 18, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo mais de 3 mil participantes, pela primeira vez apresentou metodologias desenvolvidas pelo CAB que foram replicadas em outros países – como República Dominicana e Guatemala – e Estados brasileiros – Minas Gerais e Mato Grosso, além do Distrito Federal.


A avaliação é do coordenador-geral do CAB, o diretor de Coordenação de Itaipu, Nelton Friedrich, que coordenou a última mesa redonda do encontro - reservada pela organização como um momento para celebrar o prêmio Water for Life (Água Fonte de Vida), concedido pela ONU, no ano passado, e a seleção do CAB como um dos sete cases do relatório Facing the Challenges (Encarando os Desafios), da Unesco.


A mesa redonda teve a participação da representante da United Nations World Water Assessment Programme (WWAP), Angela Ortigara – que fez a entrega oficial das versões em português e espanhol do relatório; da ex-coordenadora do Programa da Década-Água das Nações Unidas, Josefina Maestu; e do teólogo e filósofo Leonardo Boff.


“Tivemos a oportunidade histórica, neste encontro, de receber países e Estados que já estão replicando o CAB e também de países que querem construir uma cooperação, como a Costa Rica – o que não estava previsto na programação. Considero essa presença internacional muito importante”, afirmou Nelton.


Ainda segundo ele, a relação CAB-ODS representa “um diálogo que raramente se podia fazer, entre as práticas que estão cada vez mais sendo reconhecidas e sendo referenciais com o grande compromisso da agenda planetária”.


“Inclusive, vimos aqui um fato novo: dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o 11º é sobre cidades sustentáveis. E nós [no CAB] há mais de quatro anos começamos a trabalhar com esse tema. Não tínhamos uma bola de cristal, mas talvez tenha sido uma pequena premonição de como temos que trabalhar simultaneamente as cidades e o campo”, assinalou.


Leonardo Boff lembrou que o CAB trata de um elemento vital para a vida, que é a água. E destacou os resultados, como a preservação das florestas e a manutenção das matas ciliares. “Aqui [na BP3] se encontra um pedacinho do paraíso que não se perdeu, porque aqui se encontram cuidadores”, disse à plateia, formada majoritariamente por parceiros do CAB na região.


“Eu creio que o que vocês fazem aqui é a antecipação daquilo que deve ser a humanidade futura, com pessoas que são amigas da vida, que cuidam da natureza”, completou o teólogo.


Para Nelton Friedrich, não se trata de plateia, mas de “atores e atrizes de uma peça teatral de desenvolvimento sustentável, de sensibilidade, da ética do cuidado”.


“Eu diria que este momento, especialmente depois de uma premiação internacional, é altamente realizador e nos motiva muito. É um momento de encantamento. Porque os resultados que nós observamos e medimos, tanto os objetivos como os subjetivos, são especiais e animadores”, concluiu o diretor.


Na abertura do CAB, o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, discursou sobre a importância do projeto Cultivando Água Boa como instrumento social para recuperação ambiental da bacia do Paraná 3, onde está a hidrelétrica de Itaipu.


Ainda segundo Vicente Andreu, o programa Cultivando Água Boa (CAB), da Itaipu Binacional e parceiros, deve servir como referência para a recuperação da Bacia do Rio Doce, na região de Mariana (MG), afetada pelo rompimento da barragem da Samarco. Comunicou que a medida consta no Diário Oficial de Minas Gerais, de 15 de janeiro deste ano, que prevê recuperação da bacia do Rio Doce e de seus afluentes, ampliação das áreas de vegetação nativa e de áreas degradadas. “Não temos melhor tecnologia social para a recuperação do Rio Doce do que a do CAB”, afirmou Andreu.


Os recursos sairão de um Fundo de Recuperação das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais. O investimento é da ordem de R$ 6,5 milhões.


A medida é um desdobramento de um acordo de cooperação técnica assinado entre o governo de Minas e a Itaipu para implantar o CAB no Estado, firmado em março de 2015.


“Hoje é um dia de celebração. Há quase um ano recebíamos o prêmio da ONU-Água e, graças às parcerias e ao apoio que celebramos aqui na região, temos esta conquista, compartilhada com vocês e sendo levada para outros lugares”, disse Jorge Samek, diretor-geral brasileiro de Itaipu.


Outra participação da Agência Nacional de Águas na programação 13º Encontro Cultivando Água Boa foi na mesa Preparatórios para o Fórum Mundial das Águas de 2018, maior evento sobre recursos hídricos do mundo, que acontecerá em Brasília. O gerente-geral de Articulação e Comunicação, Antônio Félix Domingues participou da mesa juntamente com Lupércio Ziroldo, governador do Conselho Mundial da Água e Sergio Ribeiro do GDF.


Para mais informações: www.itaipu.gov.br e www.ana.gov.br


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