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Seminário 9.433 + 10
Avaliação dos Dez Anos da Política Nacional de Recursos Hídricos

DATA: 29 e 30 de agosto de 2007

LOCAL: Auditório Flávio Terra Barth da Agência Nacional de Águas (ANA) Setor Policial Sul, 
Área 05, Quadra 3, Bloco L, Brasília - DF
      

PROGRAMAÇÃO

Há 10 anos o Brasil foi reconhecido como um país moderno, até ousado, no quesito da gestão das águas, em razão da edição da Lei nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997. 

Essas modernidade e ousadia brotavam de duas constatações: 

-
a nova ordem internacional na qual os temas ambientais ganhavam o compromisso das comunidades de países e se traduziam nas recomendações das Conferências da ONU em Dublin e no Rio de Janeiro, ambas em 1992;

- a redemocratização pela qual passava o país após um período de mais de 20 anos sob regime autoritário.

Influenciada pelas conferências citadas, a nossa Lei das Águas incorporou conceitos como: a água é um bem público; o reconhecimento do valor econômico da água; o caráter participativo na gestão das águas; o princípio da equivalência nos usos múltiplos das águas; a prioridade para o abastecimento humano e a dessedentação animal.

A gestão das águas no Brasil tem avançado muito desde a edição da Lei 9.433. Não obstante, sentimos que é necessário acelerar o passo, a fim de que o tempo de resolução de problemas como poluição, acesso universal e conservação das águas, possa ser medido em anos, e não em décadas ou séculos, como parece ser a percepção no presente momento. 

Para discutir de que maneira podemos avançar, buscando os limites do aparato legal e institucional vigentes ou a necessidade de reformá-los, a ANA convidou personalidades representativas da comunidade de recursos hídricos, entre autoridades, usuários, sociedade civil e técnicos do setor.

Nossa busca visa identificar os avanços obtidos, os gargalos e, sobretudo, aquilo que pode ser construído conjuntamente, com união de esforços.

Como eixos balizadores das nossas discussões alinhamos os seguintes problemas, correlações e indagações.

Como dar visão nacional à gestão das águas, tendo em vista as especificidades de cada região do país? Os instrumentos de gestão previstos na lei são aplicáveis de forma isonômica a toda realidade brasileira?

Somos um país continente de acentuada diversidade econômica, social e fisiográfica, contendo os maiores rios do mundo e extensas áreas de semi-árido. Reconhecer, respeitar e valorizar essas diversidades, garantindo unidade e integração são desafios com os quais devemos nos comprometer e capacitar o Sistema.

            

Como as unidades federadas deveriam se comprometer com desafios? Ou seja, como transformar a água em agenda prioritária dos governos?

No Brasil os 26 Estados e o Distrito Federal não possuem obrigatoriedade de adesão aos pactos nacionais das bacias, para implementação da política e do sistema conforme suas atribuições.

É possível algum aprendizado na questão de articulação federativa com outros países?

Na União Européia criou-se o modelo da Diretiva-Quadro da Água em que os 27 países membros se comprometem, mediante apoio, a alcançar metas de melhoria da água tecnicamente discutidas e politicamente pactuadas.

Os usuários e a sociedade civil podem efetivamente dar novos rumos à gestão de recursos hídricos?

Há em muitas regiões do Brasil participação social efetiva, mas em outras, total desinteresse no tema “água”.

Como reconhecer e incorporar os valores regionais na gestão de recursos hídricos?

Em muitas regiões, no nordeste em particular, associações de usuários são entes fortes e poderiam desempenhar papel preponderante, embora nem sempre estejam envolvidas na construção do sistema.

Como podemos viabilizar fontes estáveis e expressivas de financiamento do sistema?

A constante política de contingenciamento dos recursos financeiros, os pequenos limites para custeio e investimentos dos entes do SINGREH impõem drásticas restrições aos seus avanços e consolidação.

A conectividade águas superficiais / águas subterrâneas é abordada de maneira adequada?

Em muitas bacias hidrográficas, as águas subterrâneas cumprem papel importante de suprimento e nem sempre são consideradas para o balanço hídrico.
 

Além das questões elencadas, temas como a natureza e o papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas e das Agências de Bacias, que deverão brotar e receber atenção especial, merecem nossas reflexões e considerações. 

Fazer um balanço é contabilizar alguns dilemas e percalços, quiçá fracassos, mas com certeza é também reconhecer os avanços e as virtudes. 

Em pouco mais de uma década instalamos o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, criamos a ANA, nos somamos às estruturas anteriores com a Secretaria de Recursos Hídricos do MMA e aos Comitês Gaúchos e Paulistas. Somamos 7 Comitês Nacionais e 133 Estaduais. Em 2 desses Comitês Nacionais temos os instrumentos de gestão implantados na totalidade.

Portanto, temos como desafios a consolidação, a retificação, o encontro com novos rumos, mas balizados nas conquistas sólidas que nos embasam. 

Fonte:

Antônio Félix Domingues
Coordenador-Geral
Coordenação-Geral das Assessorias / ANA

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 29 de agosto de 2007
9h  Inscrição e recepção das autoridades
9h30

Abertura
- José Machado - Diretor-Presidente da ANA
- Cristina Montenegro - Chefe do Escritório do PNUMA no Brasil
- Deputado Nilson Pinto - Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados
-
Senador Leomar Quintanilha - Presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal
- Ministra Marina Silva - Ministra de Estado do Meio Ambiente

10h10 – 10h20 Apresentação do Seminário
10h20 – 12h30 Diagnóstico da Política Nacional de Recursos Hídricos
- Coordenador:
Bruno Pagnoccheschi – Diretor da ANA
- Palestrante:  
Francisco Lobato - Consultor e Diretor da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH)
- Debatedores:
Luciano Zica - Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (MMA)
-
Raimundo Garrido - Docente - Universidade Federal da Bahia 
- Rubem La Laina Porto -
Docente - Universidade de São Paulo
- Relatores:
Luiz Noronha, 
Regina Gualda, Maurício Andrés
11h45 – 12h30 Debate
12h30 – 14h Almoço
14h – 16h A avaliação setorial da Política Nacional de Recursos Hídricos
- Coordenador:
Benedito Braga – Diretor da ANA
- Assuero Doca Veronez -
Vice-Presidente da Confederação Nacional da Agricultura
-
Flávio Antônio Neiva - Presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica
-
Maurício Mendonça - Gerente Executivo de Competitividade Industrial da Confederação Nacional da Indústria
-
Arnaldo Luiz Dutra - Presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento
-
Paulo Ruy Valim Carnelli - Diretor-Presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais
- José Alex Botelho de Oliva - Superintendente da Navegação Interior da Agência Nacional de Transporte Aquaviário
- Relatores: Luiz Noronha,
Regina Gualda, Maurício Andrés
15h35 – 16h

 Debate

16h – 16h20  Coffee-Break

16h20 – 18h

 

A visão da sociedade e a Política Nacional de Recursos Hídricos
- Coordenador:  Dalvino Franca – Diretor da ANA
-
Lupércio Ziroldo Antônio - Coordenador-Geral do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas
-
Fábio Feldmann - Presidente do Fórum Paulista de  Mudanças Climáticas
- Márcio Santilli -
Coordenador do Instituto Sócio-ambiental
- Samuel Barreto - Gerente do WWF Brasil
- Relatores: 
Luiz Noronha,
Regina Gualda,  Maurício Andrés
17h – 18h Debate
   
Dia 30 de agosto de 2007

09h30 – 12h30

 

Gestão dA ÁGUA NO Contexto Federativo: EXPERIÊNCIAS DO BRASIL E DA UNIÃO EUROPÉIA
- Coordenador: 
Oscar Cordeiro – Diretor da ANA
-
Orlando de Castro Borges - Presidente do Instituto da Água – INAG, Portugal
- Jorge Khoury
- Deputado Federal
-
Dilma Seli Pena - Secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo
11h10 – 11h30 Coffee-Break
11h30 – 12h30 Debate
12h30 – 14h Almoço
14h – 17h45 Relato dos Trabalhos, Avaliação e Encaminhamentos
-
Coordenador:
José Machado – Diretor-Presidente da ANA
- Apresentação: Relatores: 
Luiz Noronha,
Regina Gualda,  Maurício Andrés
-
Debatedores:  Paulo Haddad
-
 Consultor:
Jerson Kelman - Diretor-Geral da ANEEL
-
Dalton Macambira - Fórum dos Secretários de Recursos Hídricos do  Nordeste
15h40 – 16h Coffee-Break
16h – 17h45 Debate
17h45 – 18h Encerramento