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Água que te quero


Água é tanto uma questão de economia como de saúde. Cada real investido em saneamento básico gera uma economia de R$ 4 em despesas hospitalares, remédios, internações. Os dados são da OMS (Organização Mundial de Saúde). Pelos cálculos do SUS (Sistema Único de Saúde) essa proporção é de R$ 1 para R$ 5. Para que haja saneamento básico é necessário educação, informação e comunicação – só assim será possível à população cobrar dos poderes públicos.

Educação ambiental é basicamente conscientização, segundo a SOS Mata Atlântica, que comanda o programa Observando os Rios para monitorar a qualidade da água. “É uma forma de levar a sociedade a refletir sobre o que seu comportamento tem a ver com o sistema de drenagem urbana, que vai desembocar em algum córrego, que vai correr para algum rio”, exemplifica Gustavo Veronesi, educador ambiental do Observando os Rios. A qualidade da água interfere em tudo e as pessoas têm de estar ligadas em cada uma das etapas do ciclo.

“Quando não se trata o esgoto fica muito mais caro tratar a água”, diz ainda Veronesi, que enumera os quatro pilares do saneamento: tratamento da água (qualidade e quantidade); coleta e tratamento de esgoto (“quando mais se investe em tratamento menos se gasta em água”); destinação adequada de resíduos sólidos; drenagem urbana (para evitar enchentes).

Em outra ação que mantém a empresa de olho na água, a Ambev tem acordo de cooperação com a ONG holandesa Water Footprint Network e a Universidade de São Paulo. O mote da tripla parceria é calcular a “pegada hidrológica” de toda cadeia produtiva – desde a plantação do insumo até o produto chegar ao ponto de venda. “O objetivo é reduzir o consumo de água em cada uma das fases de produção”, explica Eduardo Mediondo, representante no Brasil da Water Footprint Network.

A contabilidade da pegada hidrológica inclui a avaliação de várias fontes de água – a pluvial; aquela que vem de recursos superficiais ou subterrâneos; e a que volta pelo reuso ou reutilização. A pegada pode ser mensurada por setor de atividade de produção e também pelo consumo doméstico. Para simplificar, Mediondo disse que cada real comercializado no mercado interno brasileiro representa 130 litros de água.

A partir da pegada hidrológica, sabe-se que um copo de café consome 35 litros de água (desde seu cultivo até chegar à mesa em forma de bebida). Seguindo a pegada desde a primeira etapa da produção até o consumo final, um suco de laranja consome 170 litros de água; um hambúrguer, 2.400 litros; um quilo de queijo, 5 mil litros; uma calça jeans, 10 mil litros. Essas medições já justificariam a criação de um ISO para a pegada hidrológica, segundo Mediondo.


Silvia Torikachvili, repórter e observadora do mundo em tempo integral.

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