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Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal ganha novas adesões


O Pacto tem por objetivo conservar os rios e nascentes da área conhecida como Cabeceiras do Pantanal - Adriano Gambarini/WWF-Brasil


O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, aliança da qual o WWF-Brasil faz parte e que pretende recuperar 700 quilômetros de rios e, pelo menos, 30 nascentes de uma área percorrida pelo rio Paraguai e afluentes como Sepotuba, Cabaçal e Jauru, ganhou novas adesões.

Além do governo do estado, de 20 prefeituras de Mato Grosso e do WWF-Brasil, passam a integrar o movimento o Consórcio Nascentes do Pantanal – que representa 14 municípios de Mato Grosso – as Organizações Não-Governamentais Instituto Sustentar/Bichos do Pantanal, o Instituto Ação Verde, o Instituto Naturae (INAE) e a Sociedade Cultural e Ambiental Fé e Vida, o Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e a Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra (Secitec).

Ao assinarem o termo de adesão, as entidades se comprometem a realizar ações de conservação e preservação das águas da área conhecida como Cabeceiras do Pantanal, local onde nascem 30% das águas responsáveis pela inundação e alimentação da biodiversidade pantaneira.

O analista do programa Água para Vida do WWF-Brasil, Ângelo Lima, comemora a chegada dos novos parceiros: “já somos 30 entidades o que é uma excelente notícia, pois quanto mais diversos e unidos formos, mais benefícios poderemos gerar para as águas do Pantanal”.

Os novos integrantes

Para Vicente Falcão, superintendente do Instituto Ação Verde – focado na promoção do equilíbrio entre o meio ambiente, o bem-estar social e a atividade produtiva de Mato Grosso - fazer parte do Pacto é um desafio, mas também oportunidade de trabalhar em benefício da sustentabilidade: “nós já trabalhamos na recuperação e na preservação de áreas degradadas nas margens dos rios do estado, então participar do Pacto é dar continuidade aos nossos projetos e apostar no desenvolvimento sustentáve”. Segundo Falcão, o Instituto Ação Verde pretende realizar três ações relacionadas com a adequação ambiental e recuperação de áreas degradadas, a gestão de recursos hídricos e o fortalecimento da gestão ambiental e licenciamento ambiental.

“No termo de adesão que assinamos, nós nos comprometemos em apresentar às gestões locais propostas de adequação de estradas rurais e capacitação dos profissionais que trabalham nessas áreas”, afirma Jussara Utsch, coordenadora-geral do Projeto Bichos do Pantanal, do Instituto Sustentar. A iniciativa atua na preservação de espécies da fauna pantaneira como ariranhas, lontras, onças-pintadas e espécies de peixes e aves, além de realizar projetos de educação ambiental e geração de renda para as comunidades locais.

O representante da Sociedade Cultural e Ambiental Fé e Vida, Izidoro Salomão, acredita que preservar as águas do Pantanal é uma necessidade para garantir o abastecimento das cidades e qualidade de vida para todos. “Nós participamos desde o início da construção do Pacto e nos comprometemos, por meio da adesão, a apoiar a criação dos comitês de Bacia do Cabaçal e do Jaurú, além de incentivar ações de educação ambiental na região de Cáceres”.

O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal

Em 2012, um estudo realizado pelo WWF-Brasil em parceria com o HSBC, a The Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar identificou que a área das Cabeceiras do Pantanal estavam sob alto risco, requerendo ações de preservação e recuperação urgentes.

Desde então, surgiu a necessidade de criar um projeto para cuidar dos recursos hídricos da água da região e mais de 70 entidades do setor público (governo do Estado de Mato Grosso, prefeituras, câmaras municipais e de vereadores), do setor privado (empresas, indústrias e agronegócio) e da sociedade civil organizada (organizações não-governamentais, sindicatos e associações) se uniram para desenhar um projeto.

Um total de 34 soluções foi proposto como alternativas para solucionar os problemas da região. Cada entidade que aderir ao Pacto se compromete voluntariamente a implementar em sua localidade pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios. Essas ações vão desde a adequação ambiental de estradas rurais até 2020, a melhora do saneamento básica da zona rural por meio da instalação de biofossas, recuperação de áreas degradas e Áreas de Proteção Permanente (APPs) até a produção de estudos, pesquisas, cartilhas de boas práticas e uso adequado do solo e promoção de eventos para a troca de experiências positivas relacionadas à recuperação ambiental.

A área de atuação do Pacto abrange 25 municípios do Mato Grosso: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra.

Para mais informações: http://www.wwf.org.br

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