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Ciclo de Debates sobre Eventos Extremos é finalizado em Piracicaba com o lançamento do documento “ca


Material produzido pelos participantes dos quatro encontros elenca as prioridades de investimento nas bacias PCJ e indica quais serão os próximos passos do grupo

O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), em parceria com a Petrobras/REPLAN, promoveu quatro encontros para discutir os “Eventos Hidrológicos Extremos” na região das Bacias PCJ, e seu encerramento aconteceu no dia 25, no SESC de Piracicaba. Nesse último encontro cujo o tema era “Os Caminhos e Soluções para a Questão dos Eventos Hidrológicos Extremos”, foi concluído e apresentado o documento que traz um plano de ações e sugestões para a prevenção e superação desses fenômenos climáticos.

A iniciativa contou com o apoio dos Comitês PCJ, da Iandé – Educação e Sustentabilidade, do OCA – Laboratório de Política e Educação Ambiental da ESALQ e do Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão em Conservação e Educação (NACE – PTECA ESALQ/USP).

O documento apresentado foi elaborado pautando-se nas discussões realizadas no “Grupo de Dialogo e Trabalho”, realizado depois das palestras durante os três encontros, onde os participantes trocavam experiências e buscavam soluções em conjunto. E a partir desses debates foram definidas algumas prioridades de ação e planejados os próximos passos do grupo, buscando encontrar coletivamente os caminhos para a solução dos problemas enfrentados na região das Bacias PCJ. Para acessar o documento na íntegra, acesse aqui: Documento final – Caminhos para a solução

O quarto e último evento do ciclo de debates “Eventos Hidrológicos Extremos – A crise como oportunidade para transformações nas bacias PCJ”, teve a cerimônia de abertura que contou com a presença da Sra. Laís Ferraz de Camargo, representando a Secretaria de Educação de Piracicaba, município anfitrião do evento, do Sr. Tiago Valentim Georgette, coordenador da Câmara Técnica de Educação Ambiental dos Comitês PCJ, e da Subsecretaria Executiva do Consórcio PCJ, Jussara Cordeiro Santos, que agradeceu em nome de toda a equipe do Consórcio todos os parceiros do projeto, imprescindíveis para o sucesso dos eventos.

Também participaram desse último encontro e contribuíram na elaboração do referido documento os relatores dos três primeiros eventos (Paulo Fonseca, Fábio Marcheti e Fernanda Moraes), além das palestrantes Marussia Whately, coordenadora do movimento “Aliança pela Água”, e Dra. Alexandra Faccioli Martins, Promotora de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) de Piracicaba. Os outros três encontros, ocorridos em Piracicaba, Capivari e Jundiaí, tiveram como tema central de discussão as “Políticas Públicas no Contexto dos Eventos Extremos” , a “Agricultura, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas” e o “Desenvolvimento Urbano e as Questões Hídricas”. E nessa série contamos com a presença do professor Marcos Folegatti, da ESALQ/USP como moderador das discussões, o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Teixeira Filho, dentre outros técnicos e professores que explicaram e debateram sobre a importância de se atentar aos fatos atuais. O propósito desses quatro encontros, que reuniram cerca de 190 educadores, técnicos e autoridades das Bacias PCJ, foi de informar e situar os participantes sobre a realidade dos eventos extremos e de construir um plano de ação para a convivência e o enfrentamento desses fenômenos climáticos. As palestras e demais materiais produzidos durante o ciclo de debates estarão disponíveis em breve na Biblioteca Multimídia do site do Consórcio PCJ (www.agua.org.br). Os eventos extremos estão se tornando cada vez mais rotineiros e intensos, mostrando a importância de se debater o assunto. Prova disso é que mesmo com as chuvas acima da média histórica nos meses de fevereiro e março de 2015, as vazões dos rios nas Bacias PCJ ainda estão abaixo da média para o período. Em 2014, cuja estiagem foi a mais severa dos últimos 90 anos, os rios das Bacias PCJ apresentaram recordes de baixas vazões. O Rio Piracicaba, por exemplo, que na época mais seca do ano costuma apresentar vazões de 40 m³/s, chegou apresentar 4 m³/s durante o mês de agosto, a menor vazão já registrada. O Rio Atibaia, próximo à captação de Valinhos e Campinas, teve momentos de vazões de 3 m³/s, quando o natural seria no mínimo 15 m³/s. Para mais informações: http://agua.org.br

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