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Tecnologias e experiências vivenciadas em Israel pelo Consórcio PCJ são apresentadas ao setor indust



O Consórcio PCJ apresentou no dia 16 de março, durante a reunião da Câmara Técnica da Indústria (CT-Indústria) dos Comitês PCJ as tecnologias e as práticas de gestão da água que a entidade presenciou em sua viagem a Israel, em outubro de 2015. O encontro aconteceu no auditório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Campinas (SP).


A apresentação foi realizada por representantes da equipe técnica do Consórcio PCJ: o secretário executivo, Francisco Lahóz, a gerente técnica, Andréa Borges, o gerente de sensibilização e comunicação, Murilo Sant’Anna, e o assessor do Secretário Executivo, Flávio Forti Stenico.


Lahóz abriu os debates pontuando as principais e experiências vivenciadas em Israel, além de destacar a veia internacional do Consórcio PCJ em buscar novas experiências em parceiros de outros países. Ele ainda fez uma breve reflexão sobre a intenção do Congresso Nacional em abrir as discussões em torno da atualização da Política Nacional de Recursos Hídricos (lei 9.433/97), e os riscos que isso pode representar para o futuro da gestão da água.


A gerente técnica, por sua vez, relatou cada uma das visitas técnicas realizadas, em meio a apresentações sobre a legislação da água, a influência da topografia e aspectos culturais e étnicos. Os temas como dessalinização, reuso e legislação de recursos hídricos despertaram o interesse dos representantes industriais presentes ao encontro.


Tecnologias de regiões áridas


“As usinas de dessalinização foram construídas de forma muita rápida, devido a modalidade de licitação. Para construir Sorek, a maior usina de dessalinização de Israel, foi realizado um concurso, no qual o projeto com melhor tecnologia e menor custo sagrou-se vencedor. A empresa ganhadora ficou responsável pela construção e operação da usina por 35 anos. Após esse período, Sorek será repassada integralmente ao governo israelense”, explicou Andréa.


O processo de tratamento “quarternário” dos efluentes também chamou a atenção dos palestrantes. Na ETE Shafdan, próxima a Tel Aviv, após todo o processo de tratamento das águas residuais (primário, secundário e terciário), a ação é concluída com a injeção da água nos aquíferos da região. “Isso é possível devido ao tipo de solo presente em Israel, que é arenoso, funcionando como um grande filtro natural”, explicou o engenheiro Flávio Forti Stenico.


O gerente de comunicação do Consórcio PCJ, pontuou que a água é vista como assunto de segurança nacional além de ser muito bem consolidado o valor real da água, sendo o tema tratado também como possibilidade de negócios. A empresa de Saneamento nacional, a Mekorot, possui uma subsidiária exclusiva para tratar de parcerias internacionais e venda de tecnologias no trato com a água.


Tarifas Reais


Ainda foram abordados a irrigação por gotejamento, na qual Israel é pioneiro no seu desenvolvimento, além dos valores tarifários cobrados pelo serviço de abastecimento. Os participantes da palestra ficaram surpresos com o custo final de tratamento da água dessalinizada, que fica em torno de US$ 0,52, e o preço final cobrado para o consumidor girando em torno de US$ 3,50 por metro cúbico faturado.


Andréa comparou a tarifa realizada na Grande São Paulo em faixa de consumo compatível à praticada em Israel e constatou que o valor é de US$ 2,15. “A tarifa não é tão mais cara que a praticada no Brasil, mesmo assim, para a população, o valor compensa porque lá a água é tida como um bem precioso, algo que aqui no nosso país ainda temos muito que avançar no debate sobre tarifa real na prestação de serviço de água, ou seja, uma tarifa que permita às empresas realizarem a manutenção do sistema e investimentos futuros”, disse a gerente técnica.


Água de Reuso


Os representantes do Consórcio PCJ também comentaram que a água de reuso em Israel é de tamanha qualidade que é utilizada na irrigação de qualquer tipo de agricultura ao sul do país. Porém, apesar da sua qualidade ser apropriada para consumo humano, ainda não é usada no abastecimento público, apenas porque a população ainda possui certa aversão em consumir “água tratada de esgoto”.


Ao final foram apresentadas as empresas que a entidade manteve contato durante a feira WATEC, considerada uma das maiores do mundo em gestão da água, sendo que algumas delas, inclusive, possuem subsidiárias no Brasil.


O Consórcio PCJ pretende realizar durante o ano de 2016 encontros com as empresas contatadas na feira para intercâmbios de experiências e tecnologias. Iniciativa similar foi realizada pela entidade em março do ano passado, o que acabou estreitando os laços com o Consulado de Israel e por sua vez, o surgimento do convite para visitar o país e a WATEC.


Consórcio PCJ e a busca por soluções


A busca por alternativas para a gestão da água sempre foi uma das bandeiras do Consórcio PCJ. Desde 1991, a entidade realiza viagens internacionais com esse intuito. A intenção é dispor aos associados o máximo de ideias e tecnologias que possam servir para aprimoramento de suas ações sobre a temática hídrica.


Recentemente, a entidade compilou num documento 140 atividades já realizadas pelo Consórcio PCJ em seus 26 anos de atuação, e apresentou na sua Reunião Plenária com o objetivo de auxiliar os associados com ideias, seja de contingenciamento para cheias ou secas, como de ações para sensibilização. A intenção é que o documento seja ampliado com mais ações até a próxima Reunião Plenária, prevista para ocorrer no segundo semestre.


Para mais informações: http://agua.org.br


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