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Ministério do Meio Ambiente diz que desmatamento será divulgado em tempo real


Segundo o ministro, dentro de três meses, os índices de desmatamento começarão a ser divulgados instantaneamente

© MMA/Divulgação


O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, determinou que os dados sobre desmatamento na Amazônia e no Cerrado sejam disponibilizados em tempo real. O anúncio foi feito ontem em Brasília, no Debate sobre os Quatro Anos do Código Florestal, promovido pelo Observatório do Código Florestal na Câmara dos Deputados.


Segundo o ministro, dentro de três meses, os índices de desmatamento começarão a ser divulgados instantaneamente. “Não tem sentido a demora em divulgar esses dados que são feitos em tempo real”, declarou Sarney Filho. Para ele, trata-se de informações essenciais para as políticas de combate ao corte ilegal de vegetação nativa.

Cerrado Com a medida anunciada ontem, o cerco ao desmatamento se fechará, também sobre o Cerrado. O bioma representa um quinto do território nacional. O Cerrado é o segundo bioma mais ameaçado, perdendo apenas para a Mata Atlântica. A principal ameaça vem do avanço da agropecuária na região.

“Este é o ano do cerrado”, destacou o ministro. “Tão logo entrem os dados de desmatamento no cerrado, eles já vão ser divulgados em tempo real também”. O objetivo, de acordo com ele, é permitir que a sociedade civil tenha cada vez mais participação nesse controle.

No final do ano passado, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) referente ao período de 2011, mostrou que o ranking do desmatamento do Cerrado é liderado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, na região conhecida como MATOPIBA.

A devastação acumulada nestes estados chegou a 66% do total do desmatamento no bioma (7.248 km²), no ano pesquisado. O aumento da perda de vegetação do Cerrado comparado à última análise feita em 2010 foi de 12%, quando foram desmatados 6.469 quilômetros quadrados.

Já os resultados do Terraclass, destinado ao mapeamento do uso da terra e da cobertura vegetal do Cerrado com base em 2013, revelam que 54,5% do bioma ainda mantém sua vegetação natural. A análise mostra ainda que a agropecuária é a maior causa de conversão do Cerrado: as áreas de pastagens ocupam 29,5% do bioma, a agricultura anual representa 8,5% e as culturas perenes 3,1%, totalizando 41,1% do uso total.


Para mais informações: www.wwf.org.br

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