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Participação feminina na gestão da água será tema do 8º Fórum Mundial da Água



Empoderar as mulheres e debater o papel do feminino em relação ao uso sustentável e igualitário dos recursos hídricos é um dos aspectos do 8º Fórum Mundial da Água. O tema será apresentado na sessão “Mulheres: Perspectivas e desafios”, dentro das atividades do Fórum Cidadão, e contará com a participação do Brasil, Nova Zelândia e Myanmar. O encontro será no dia 22 de março, das 9h às 10h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.


Segundo a coordenadora da sessão, Margarida Yassuda, da organização Parceria Mulheres pela Água, a ideia é elevar o debate sobre a questão hídrica e gênero a nível global. “As mulheres são as que realmente sofrem com as consequências da falta de água e são as últimas a serem ouvidas. Não participam das tomadas de decisão”, pondera.


Na sessão “Mulheres: Perspectivas e desafios” será discutida a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, proposta pela ONU. Um dos objetivos é promover o engajamento e parceria de toda sociedade para erradicar a pobreza e a fome e alcançar o desenvolvimento sustentável e equitativo em harmonia com a natureza.


Serão apresentadas experiências e soluções nacionais e internacionais voltadas para resolver a falta de água no planeta. “Queremos ouvir o que as mulheres estão dizendo, o que estão oferecendo e mostrar como cada uma pode contribuir para melhorar a situação”, adianta Margarida.


A participação das mulheres no setor de água também terá espaço no debate. “No mundo, 17% das posições de trabalho são ocupadas por mulheres, de acordo com a ONU”, diz Margarida Yassuda. “Discutir esse tema em um evento do tamanho do Fórum Mundial da Água significa conscientizar a mulher de que ela precisa ocupar esse espaço e ser aproveitada corretamente nas suas funções”, completa.


No setor de água, a abordagem participativa com o envolvimento de interessados de várias áreas, em diferentes níveis, já está estabelecida nos Princípios da Declaração do Rio/Dublin para a Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH).


A sessão, composta por mulheres, também contará com a presença da socióloga Rosana Garjuli, Urutahi Waikerepuru, da Organização de Pesquisa Indígena Te Matahiapo (Nova Zelândia) e de Anna Hluan, patrona da Organização Mães Água de Myanmar.


A expectativa é que o debate reúna profissionais de diversas áreas. “Essa mescla de mulheres vindas do mundo inteiro é interessante para diversificar o diálogo ampliando a conscientização e a participação desse público na gestão da água”, diz Margarida. A presença dos homens também é bem-vinda. “Eles devem ouvir o que falamos”, pontua.


Os debates vão se transformar em um documento orientador, que servirá como um legado pós-Fórum. “Saímos desse encontro com sugestões e diretrizes que poderão ser utilizadas até na formulação de políticas públicas”, conclui Margarida Yassuda.


Posted on quinta-feira, Março 8, 2018

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