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Ampliar participação social na gestão hídrica é um desafio de todos


Fórum Cidadão traz diversos assuntos para diálogo no penúltimo dia do Fórum Mundial da Água

Quando se trata de gestão de água, há muitos atores interessados em participar do processo para desenvolver estudos de viabilidade e buscar soluções inovadoras e eficientes para a conscientização do uso racional do elemento mais vital para a humanidade. Esse desafio foi apresentado hoje (21), no painel “Envolvendo todos por meio de um processo voltado para os interessados” do 8º Fórum Mundial de Água, que acontece até sexta-feira (23), em Brasília (DF).


A sessão foi moderada pela pesquisadora Daniela Nogueira, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Para ela, um dos maiores desafios do processo é envolver todos os agentes interessados. “É importante ampliar a participação na gestão da água, porém, quanto mais atores envolvidos, mais difícil alcançar um consenso ou tomar uma decisão. A participação de todos é necessária, no entanto, não é simples. Estamos aqui justamente buscando alternativas, soluções e propostas para que a participação não seja apenas mais um discurso”, afirmou a pesquisadora.


O debate tentou responder às principais questões relativas ao tema, como as vantagens do envolvimento de todos no processo de gestão, incluindo os mais vulneráveis, como jovens, idosos, indígenas e minorias. Cada participante apresentou um projeto em que atua e expôs o seu ponto de vista em relação à participação nos processos de gestão hídrica. Entre os envolvidos, ficou registrado um consenso: incluir agentes para contribuir de forma eficiente no processo demanda tempo de médio a logo prazo.


Além de Daniela Nogueira, o painel “Envolvendo todos por meio de um processo voltado para os interessados” contou com a participação de Marianne Kjellén, assessora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); o professor Tsugihiro Watanabe, diretor representativo da Coma aqua - Associação de Cooperação da Água, e professor da Universidade de Kyoto; Kristel Malegue, diretora de Advocacia e Parcerias Internacionais, Eau Vive Internationale; Asma El Kasmi, do Office National de l'Electicité et de l'Eau Patable (ONEE); e Elena Tsay, do Ponto Focal Nacional no Uzbequistão, Fórum da Juventude da Ásia Central para Água.

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