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Educação pode reduzir carência de água no mundo



Educação é um princípio básico global para desenvolver qualquer atividade com competência. Quando se trata de uso racional de água, não é diferente, a capacitação deve ser vista como essencial e tem que ser desenvolvida e continuada entre empresas, profissionais e na própria sociedade. Esse assunto foi tema do painel “Educação e capacitação em água não é despesa, é investimento”, nesta terça-feira (20), no 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília (DF), até sexta-feira (23).


Durante a sessão, o CEO da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA), Paulo Salles, que também é professor, reforçou a importância da educação e a definiu como o motor para garantir a segurança hídrica. Para ele, a capacitação tem que ser vista como aliada das políticas públicas. “Eu acredito sim na educação para conseguirmos suprir essa carência de água do mundo. A água tem que ser prioridade nas políticas públicas, vista que está ligada a todas as atividades humanas. Ela é vital. É com capacitação que se constrói um mundo melhor”, avaliou Salles.


O painel pontuou que o baixo nível de investimentos em treinamentos para profissionais reflete em falhas em projetos e pode gerar também deficiências na forma em que infraestruturas hídricas e serviços coletivos são gerenciados, operados, mantidos ou renovados. Em todos os países e setores, como o da gestão de bacias, de água potável e saneamento, de energia e agricultura, milhares de atores envolvidos nos processos são afetados, e a maioria possui baixa escolaridade.


Segundo Eric Tardieu, diretor-geral do Escritório Internacional da Água, 2,1 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água limpa, o que corresponde a 30% da população mundial. E 4,5 bilhões de pessoas sem saneamento básico, 60% da população. Um dos principais fatores que definem esses números é o baixo investimento em infraestrutura no setor hídrico.


“Tentamos mostrar o treinamento em água não como um custo, mas como investimento. É importante considerá-lo como essencial nos recursos humanos, para desenvolver a conscientização do uso racional da água nas empresas e nos profissionais. Então, treine, retreine e mantenha o seu pessoal”, destacou.


Além de Salles e Tardieu, participaram do painel Susanne Reitsma, do Global Youth Hub for Water; Céline Gilquin, diretora do departamento de Água e Saneamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); Eric Zoma, do Escritório Nacional de Água e Saneamento (ONEA) de Burkina Faso; Claude Toutant, treinador do Centro Nacional Francês de Treinamento em Água (FNWTC); Dinara R. Ziganshina, diretora Adjunta do Centro de Informação Científica da Comissão Interestadual de Coordenação da Água na Ásia Central e Yves Besse, diretor Geral, projetos LATAM, Veolia Water Technologies Latin America (LATAM).

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