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Projeto pioneiro de monitoramento da qualidade de água dos rios é lançado no Estado


Uma das principais transformações que a água doce vem sofrendo nos últimos tempos é com a crescente contaminação. Assim, em razão do ‘valor’ deste líquido para a população, destaca-se a importância da realização de acompanhamento, conservação, recuperação e gestão dos recursos hídricos.

Rio Itajaí-Açu está entre os rios que serão monitorados

É pensando nisto que, a partir do mês de fevereiro, o estado catarinense passará a contar com o monitoramento da qualidade da água dos rios. A ação será realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo e permitirá um maior controle da qualidade dos rios de Santa Catarina. O projeto piloto, que funcionará de acordo com as diretrizes do Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA), da Agência Nacional de Águas (ANA), durante o prazo de cinco anos, receberá um investimento de R$ 60 mil/ano, totalizando R$ 300 mil. Segundo o diretor de recursos hídricos, Bruno Henrique Beilfuss, a iniciativa será uma importante ferramenta de apoio à gestão e trará grandes avanços no gerenciamento, além de dar mais transparência às ações desenvolvidas e reforçar o conhecimento das potencialidades hídricas. “Esse programa trará mais conhecimento da qualidade dos rios e permitirá ao estado avaliar onde é mais importante a realização de ações de controle e melhoria da qualidade dos recursos hídricos de Santa Catarina”, explica o diretor. Inicialmente serão monitorados 40 pontos, em nove unidades de gestão vertente litorânea, sendo que os ciclos de medições serão realizados pelo laboratório LABB, que após a compilação dos dados, entregará um relatório para a Secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo. Vale salientar que, passado o período estipulado para a realização do projeto piloto, conforme o resultado apresentado, a ação poderá seguir para a região do interior do estado, por meio de um novo contrato. Acompanhando a iniciativa, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo, Lucas Esmeraldino, reforça a importância da ação para as gerações futuras. “Um futuro melhor para a sociedade inclui promover e apoiar iniciativas sustentáveis. Assim, entendo que, promover uma sólida ação governamental para conservação dos recursos hídricos é uma das condições básicas para o desenvolvimento econômico. Portanto, a realização deste programa piloto é mais uma união de forças em prol da população catarinense”, pontua.

SUL COM O PIOR CENÁRIO DE SC

Em 2018, a conclusão do Plano Estadual de Recursos Hídricos levantou um alerta para a região Sul, que abrange 29 municípios das Bacias Hidrográficas dos Rios Araranguá e Urussanga. A água disponível está em situação péssima, tanto em qualidade quanto em quantidade, sendo considerada a mais crítica de toda Santa Catarina.


“O Plano Estadual inclusive estabeleceu como meta, para a região, reduzir em 28% a demanda total de água até 2027. Por isso, este monitoramento é de extrema importância, uma vez que vai mostrar os locais com qualidade ainda preservada e também a parte contaminada”, ressalta a presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Carla Possamai Della.


Para a presidente, a iniciativa vai ao encontro com uma necessidade sentida nos Comitês, de acompanhamento da qualidade dos rios. “Precisamos conhecer essa realidade, para termos mais eficiente na gestão de recursos hídricos. Esse trabalho de acompanhamento nos possibilitará planejar ações para conservar e recuperar os rios, para garantias de melhoras no futuro”, frisa Carla.


Já para o Comitê da Bacia do Rio Araranguá, o presidente Luiz Leme destaca que esse acompanhamento será muito importante para toda a região. "Uma vez que a instalação dessas estações vai subsidiar um monitoramento que ampliará a quantidade de informações referentes à qualidade da água dos rios, auxiliando, consequentemente, no processo de gestão e preservação das águas do Sul catarinense", salienta.


Além disso, de acordo com a assessora técnica do Comitê Araranguá, engenheira ambiental Michele Pereira da Silva, esses dados, somados aos já existentes do Grupo Técnico de Assessoramento do Carvão, poderão subsidiar no futuro o enquadramento dos corpos d'água. “O fato será um importante instrumento para o processo de gestão de recursos hídricos, reconhecido por lei federal”, pontua.


O investimento do Governo de Santa Catarina neste projeto piloto é de R$ 60 mil ao ano, totalizando R$ 300 mil no convênio de cinco anos. Os relatórios serão publicados no Portal da Qualidade das Águas gerenciado pela ANA e no site: www.aguas.sc.gov.br

RIOS QUE SERÃO MONITORADOS

Além dos rios Urussanga e Araranguá estão inseridos na lista de monitoramento da primeira etapa do projeto os rios Tubarão, Braço do Norte, Capivari, Mãe Luzia, Cubatão, Itajaí do Sul, Tijucas, Itajaí do Oeste, Itajaí Mirim, Itajaí do Norte/Hercílio, Itajaí-Açu, Benedito, Itapocu, Paraí, Piraí, Putanga, Manoel Alves, Batateira, Itajaí do Oeste, Garcia, Ribeirão Neisse, Itajaí do Sul, Três Riachos, Pequeno Canoas, Cubatão (Norte), Cubatão, Aragatingauba, Paulo Lopes, D’uma e Camboriú.

Fonte: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo de Santa Catarina, e Comitê da Bacia do Rio Urussanga


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