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Diálogos para Incorporação de Gênero na Gestão das Águas

Entre os dias 11 e 12 de novembro de 2019, a Agência Nacional das Águas (ANA) fomentou o debate em torno da incorporação de gênero na gestão das águas ao abrir vagas, de ampla concorrência, para participação no Curso Semipresencial denominado “Diálogos para Incorporação de Gênero na Gestão das Águas”.


Ao trazer à tona essa variável a Agência joga luz sobre um tema que ainda se encontra fragilizado na sociedade, pois a própria questão “gênero” foi banalizada ao longo do tempo e gera, muitas vezes, questionamentos paralelos e debates pouco fundamentados, tornando o tema de difícil assimilação para todos os perfis e camadas sociais.


De modo a apresentar uma metodologia mais dinâmica para se trabalhar o tema central, o Curso foi estruturado em 02 (dois) Blocos Didáticos, a saber:


O primeiro foi uma contextualização sobre as abordagens realizadas no módulo online, já que o curso apresentava um conteúdo programático nesse formato. Nesse momento, o foco foi repassar os principais conceitos trabalhados, como questões relacionadas à idealismo de gênero, a sua aplicação no contexto social, econômico e cultural, dentre outras. Esse Bloco foi importante ainda para abordar de maneira mais consolidada o processo participativo unilateral, ou seja, uma análise em grupo de como se dá, de maneira geral, o acesso e gerenciamento aos usos dos recursos hídricos.


O debate ficou ainda mais abrangente quando o grupo de participantes avaliaram juntos a atual conjuntura da gestão hídrica, no que tange à equidade de gênero, com a inclusão de homens e mulheres no processo decisório em todas as áreas sociopolíticas e administrativas.


O Bloco encerrou-se com uma interessante troca de experiências entre os participantes, onde todos puderam expor sua visão sobre o tema, levando em conta suas experiências pessoais e profissionais que possuem questões afetas à abordagem levada pelo Curso, como a forte presença do patriarcado na sociedade, o empoderamento nos âmbitos social, moral e também espiritual como estratégia de desenvolvimento social.


Já o segundo Bloco começou com a execução de dinâmicas para envolvimento dos participantes com o tema, que objetivaram despertar e aguçar nos mesmos, o desejo de propagar cada vez mais o conceito e aplicação da equidade de gênero. Essas dinâmicas foram muito interessantes e produtivas, pois ajudaram a levantar tópicos importantes na busca por equidade entre homens e mulheres em questões voltadas à preservação ambiental e gestão da água.


Assim como ocorreu no Bloco anterior, esse momento também foi uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais da dinâmica de trabalho e vida dos participantes.


Ao correlacionar as temáticas com as atividades desenvolvidas no ambiente de trabalho, mais especificamente executado na Mobilização Social em Projetos de Recuperação Ambiental nas Bacias Hidrográficas do Rio das Velhas e São Francisco, percebemos a presença de forma massiva dos homens, nas capacitações ambientais, bem como seminários e discussões sobre os projetos. E fica o questionamento, onde estão as esposas? As crianças? Os jovens?


Fica a reflexão de uma busca incessante para que a equidade de gêneros se torne não uma regra, mas uma questão de participação social. Onde independentemente da sua cor, sexo, gênero, raça e religião, se torne capaz de se sentir parte dos processos construtivos de maneira igualitária! Podendo ter acesso às informações, educação de qualidade, direito de uso dos recursos hídricos e principalmente bem-estar social, cultural, ambiental e financeiro!


Ao analisar o processo construído, consolidado e compartilhado durante o Curso, fortalecemos conceitos, ampliamos o debate e fortalecemos uma rede de contato, pois ao final, foi formada uma Rede, que se articulará após o curso, principalmente, por redes sociais para compartilhamentos diversos, bem como promover atividades correlatas.


Por fim, mas não menos importante, cabe destacar de maneira especial, às professoras doutoradas, Sras. Daniela Nogueira e Denise Soares, que são hoje referência quando o assunto é discussão de gênero na gestão das águas. Ademais, a Sra. Denise Soares, Subcoordenadora de Participação Social da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do México, que compartilhou experiências fantásticas sobre a abordagem de gênero no referido país.


Fica a alegria de termos participado, mas principalmente, a certeza que a Rede criado produzirá frutos significativos na vida de todos os participantes. Mini currículo – Gisele Fernandes de Sales Barbosa


Gisele é bióloga; Pós-Graduada em Perícia, Auditoria e Analise Ambiental; Mobilizadora Social na empresa Inovesa Soluções em Engenharia Ambiental; ex estagiária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas).


Mini currículo – Thais Cristina Pereira Ambiental


Profissional graduada em Tecnologia em Gestão Ambiental e Bacharel em Engenharia Ambiental, Pós-Graduação em Educação Ambiental e MBA em Gestão de Projetos com larga experiência em processos de mobilização socioambiental com ênfase em gestão de recursos hídricos, preservação e recuperação de áreas degradadas, capacitação ambiental em bacias hidrográficas urbanas.



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