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Em Manaus/AM, maioria tem acesso à água potável, mas só 12% têm coleta de esgoto, diz estudo

Em meio à pandemia, apenas 18% da população em Manaus não têm acesso à água potável


Na questão coleta de esgoto, a situação se inverte e somente 12% dos habitantes da capital têm coleta de esgoto, segundo o Ranking do Saneamento 2020 do Instituto Trata Brasil, com base no SNIS – 2018 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Os maiores desafios no tratamento de esgoto ainda são no Norte do país que tem nove cidades no ranking das dez piores. No ranking geral, Manaus ficou em 96º lugar.


Ranking da Trata Brasil sobre o atendimento total de esgotos. (Foto: Reprodução)

O número de internações por doenças vinculadas ao tratamento hídrico no Amazonas foi de 3.782 e o número de óbitos de 30. A renda mensal média das pessoas que não possuíam saneamento básico naquele ano foi de R$ 482 e das que possuíam R$ 2,2 mil. Segundo o instituto, 90% da população do estado não tem coleta de esgoto. Já o abastecimento de água atinge 82%


O Instituto Trata também publicou recomendações de prevenção do contágio à Covid-19 pela água e por tratamento de esgoto. Estudos sobre vírus semelhantes ao coronavírus já mostraram a permanência em águas naturais e no esgoto por mais de dez dias, além da contaminação por meio de esgotos infectados.


Desinfecção de água distribuída


Para evitar a contaminação, os pesquisadores recomendam que toda a água de distribuição passe por desinfecção, processo em que é adicionado teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/L. Nos locais onde não há tratamento de água e distribuição segura, é possível evitar o avanço do vírus usando hipoclorito de sódio (2,5%) e deixando a água em repouso por 30 minutos.


“Os dados sugerem que as práticas padrão de cloração do sistema de águas residuárias municipais podem ser suficientes para desativar os coronavírus, desde que as concessionárias monitorem o cloro disponível durante o tratamento para garantir que ele não tenha sido esgotado”, dizem em documento.



O Instituo Trata também divulgou os dados sobre a perda de água potável em Manaus, que foi de 74,9% e a perda de faturamento de 72%. O investimento por habitante naquele ano foi de R$ 34, a média de investimentos nas capitais, no período, foi de R$ 67,91.


Em nota a Águas de Manaus, informou que todos os procedimentos determinados pelo Ministério da Saúde estão sendo cumpridos e envolvem manutenção e limpeza periódica dos reservatórios e poços tubulares e mais de 17 mil análises de controle de qualidade. A concessionária também informou que os critérios de avaliação incluem cloro, cor, ph e turbidez.


Confira a nota da Águas de Manaus na íntegra


“A Águas de Manaus esclarece que a água que chega às torneiras dos manauaras passa por um rígido controle de qualidade que obedece as normas determinadas pelo Ministério da Saúde. O processo envolve a manutenção e limpeza periódica nos reservatórios e poços tubulares profundos e mais de 17 mil análises de controle de qualidade mensais.


As amostras analisadas são coletadas diariamente em 561 pontos distribuídos em todas as zonas da cidade. Uma parte é realizada na hora e outras são enviadas para os laboratórios da empresa. Os principais critérios para análise são cor, turbidez, ph e cloro.


As informações sobre a qualidade da água são disponibilizadas mensalmente nas faturas de água enviadas aos clientes e para os órgãos que regulam a concessão do serviço, como a Ageman e o Ministério da Saúde. Além disso, o relatório da Qualidade da Água de 2019, com todos os dados anuais, está disponível no site da concessionária.


O documento cumpre as regulamentações do decreto 5.444/2005 sobre procedimentos de controle e qualidade da água e divulgação de informações ao consumidor.”


Fonte: Atual Amazonas.

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