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Ambientalistas alertam para esgoto no Rio Guandu; imagens mostram algas na área de captação

Por volta das 7h50, o Globocop flagrou imagens de algas dentro do Guandu e a poucos metros de onde é feita a captação da água para a estação de tratamento da Cedae.


Bacia do Guandu — Foto: Reprodução/TV Globo

Ambientalistas denunciam mais uma vez aumento na concentração de esgoto na Bacia do Rio Guandu, de onde sai a água para abastecer bairros do Rio e cidades da Baixada Fluminense. Segundo eles, as condições pioraram bastante por causa da falta de chuvas.


Por volta das 7h50, o Globocop flagrou imagens de algas dentro do Guandu e a poucos metros de onde é feita a captação da água. De lá, ela segue para a estação de tratamento da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Crise da água


No início do ano, moradores de pelo menos 86 bairros do Rio e seis cidades da Baixada Fluminense sofreram com uma crise no fornecimento de água.


Eles reclamavam da qualidade da água fornecida pela Cedae, que estava turva, com gosto de terra e odor.


A Cedae informou à época que o problema era causado por uma substância chamada geosmina, um composto orgânico, formado por carbono, hidrogênio e oxigênio, e é resultado da presença de cianobactérias na água. Essas bactérias se alimentam de matéria orgânica, como algas ou coliformes fecais, e esse metabolismo gera a geosmina.


Alguns estudos dizem que a geosmina não tem impacto na saúde de quem a consome, mas esses estudos ainda precisam ser ampliados para dar segurança sobre essa toxicidade.

Carvão ativado


Entre as medidas adotadas pela Cedae para tratar a água estava o uso de carvão ativado. Ele é feito a partir de madeira, que é colocada em alta temperatura e alta pressão. Com isso, a madeira libera elementos químicos que interagem com a geosmina e a retêm.

Falhas na gestão


A crise, no entanto, revelou falhas no sistema de captação da empresa e mostrou que a área onde a água é armazenada sofre a influência de rios contaminados com detritos.


O problema levou à demissão de Hélio Cabral Moreira do cargo de diretor-presidente da Cedae; à exoneração do Chefe da Estação de Tratamento de Água Guandu, Júlio César Antunes, que trabalhava na Cedae havia 30 anos; e ao afastamento do diretor de saneamento e grande operação da companhia, Marcos Chimelli.



Bacia do Guandu — Foto: Reprodução/TV Globo


A Estação do Guandu


A Estação de Tratamento do Guandu tem uma vazão de 43 mil litros de água por segundo: o suficiente para abastecer uma população de 9 milhões de pessoas no Rio e em outros 7 municípios da Região Metropolitana.

Todos os dias, o processo de tratamento consome 210 toneladas de produtos químicos. O tratamento começa logo depois da captação da água do Rio Guandu. Em seguida acontecem os seguintes procedimentos:


  • A desarenação retira partículas de areia presentes na água.

  • Depois, vem a utilização de produtos químicos - sulfato de alumínio e cloreto férrico- que servem para unir as partículas mais finas.

  • Em seguida, ocorre a filtração, feita com areia e/ou carvão antracitoso.

  • Neste momento deve entrar o carvão ativado pulverizado.

  • Por fim, acontecem os procedimentos finais, de desinfecção, com cloro, a injeção de flúor, para auxiliar na prevenção da cárie dentária e a correção de Ph com cal hidratada ou cal virgem, para evitar a corrosão das tubulações.

  • A água é bombeada para um reservatório público e ainda recebe mais flúor antes de chegar aos consumidores.


Fonte: G1

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