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Como a agricultura pode ser mais eficiente no uso da água?


Agricultura como o setor que mais consome água


Segundo o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), a agricultura é o setor que mais consome água, chegando a consumir 70% de toda água utilizada no planeta. E no Brasil isto não é diferente. De acordo com a Embrapa, a irrigação é a maior responsável por esta demanda de água e o país conta com uma área irrigável de 6,95 milhões de hectares (Agência Nacional de Águas).


O segmento agropecuário contribui de forma bastante significativa para o PIB do Brasil e por isso é necessário buscar alternativas para um eficiente planejamento e utilização da água, mas sem comprometer a produtividade, isto é possível?


Como fazer o uso eficiente da água?


“A eficiência no uso da água pode auxiliar na resolução dos problemas de escassez, diminuir conflitos entre usuários e aumentar, estabilizar e garantir a produção” dizem os autores Faggion et la. (p. 187, 2009), o que é uma verdade: fazer o uso adequado de água na agricultura pode evitar vários contratempos. Porém, o uso eficiente da água pode variar de região para região. Em regiões áridas e semi-áridas, por exemplo, o uso é diferente em relação a regiões mais úmidas, sendo assim características do local, clima, condições econômicas e sociais devem ser consideradas para qualquer planejamento e gestão do uso da água na agricultura.


A pesquisa e tecnologia são dois fatores-chave. Pesquisas por espécies que tenham mais resistência à seca, pesquisas que envolvam a modelagem e simulação da relação água – planta são dois exemplos importantes nesta área. Além disso, a implantação de técnicas de irrigação mais sustentáveis ou que contribuam para a redução de água neste setor também é necessária, como a técnica chamada “técnica de irrigação deficitária” (Embrapa).


Nesta técnica a demanda hídrica da planta não é plenamente atendida, somente o mínimo. O sucesso desta técnica está no manejo adequado do potencial de água no solo e isto é alcançado com ajuda de sensores, medição do fluxo de seiva das plantas e constante o monitoramento climático. Outras alternativas são a utilização de irrigação por microaspersão e gotejamento, sistemas de irrigação que são bastante eficientes na redução do volume de água (Embrapa).


O reflorestamento e a conservação das matas ciliares são também necessários, pois auxiliam e muito na disponibilidade hídrica. Adicionalmente, é preciso capacitar os produtores, pois o conhecimento diário do cultivo associado a boas técnicas de plantio e manejo podem resultar em inovações para o setor e contribuir para a economia de água no campo.


Escrito por Bruna Soldera em 13 Agosto 2020



Fonte: IAS



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