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Avaliação do uso de moringa como auxiliar de coagulação para o tratamento de águas de reservatórios



Autoras: Adriana Guimarães Costa Sabóia; Antonia Samylla Oliveira Almeida e Hábila Adriele de Souza Santos.


Resumo


O presente trabalho objetivou avaliar o uso de sementes de Moringa oleífera Lam como auxiliar de coagulação no tratamento de água para consumo humano em pequenas comunidades que apresentam dificuldade de acesso ao recurso com qualidade adequada. No Brasil, existem diversas tecnologias que proporcionam o tratamento da água para consumo humano, mas existe certa deficiência, uma vez que pessoas que habitam em áreas carentes não tem acesso a água potável. Foram realizados ensaios em Jartest com aplicações de concentrações de 1 a 198 ppm de semente de Moringa oleífera, associados a diferentes concentrações de Policloreto de alumínio-PAC (1,7 a 58,2 mg/1I). Avaliou-se a eficiência de clarificação da água a partir da redução dos parâmetros de cor e turbidez, foi também monitorado os parâmetros pH e alcalinidade da água bruta submetida ensaios de potabilização. Foram coletadas amostras após 120 minutos de decantação e logo em seguida pelo processo de filtração rápida descendente, para verificar se o sistema possibilita a produção de água dentro dos padrões estabelecidos pela legislação. Após análise estatística, pode-se concluir que a Moringa oleífera não apresentou efeito significativo, mas apresentou remoção da turbidez e cor.


Introdução


O crescimento populacional e as atividades humanas, ao longo dos anos, têm-se tornado os maiores causadores da poluição dos recursos hídricos. As atividades, sejam elas domésticas, comerciais ou industriais geram diversos poluentes que causam alterações na quantidade e qualidade dos mananciais.


O enriquecimento dos nutrientes nos corpos hídricos, principalmente nitrogênio e fósforo, têm gerado para as empresas de saneamento responsáveis pela captação, tratamento e distribuição de água um grande problema, pois quando os nutrientes são despejados em grandes quantidades, em águas superficiais, provocam o enriquecimento do meio, alterando o grau de trofia e possibilita o crescimento intensivo de comunidades fitoplanctônicos, processo conhecido como eutrofização (BARROS, 2008). As florações desses organismos, impedem a penetração de luz, alteram parâmetros físicos e químicos como cor, turbidez, sabor e o odor da água.


De modo geral, o tratamento de água apresenta como objetivo a remoção de matéria orgânica, partículas em suspensão, microrganismos e outras substâncias que podem vir a ser prejudiciais para a saúde humana, adequando sua qualidade para uma condição de potabilidade. O tratamento convencional da água é composto pelas seguintes operações unitárias: coagulação, floculação, decantação ou flotação e filtração, seguida da correção do pH, desinfecção e fluoretação.


A coagulação é um processo que envolve inicialmente a mistura rápida a qual é usada na maioria das estações de tratamento, resultando em um processo de aplicação de produtos químicos (coagulantes) e, em seguida, a mistura lenta do material coagulado para a formação dos flocos. (RICHTER, 2009). Dentre os produtos químicos empregados no tratamento de água para abastecimento, tem-se os sais de alumínio ou de ferro, os quais ao reagirem com a água liberam íons positivos capazes de neutralizar a carga elétrica negativa da maioria das partículas de impurezas presentes na água. Estudos recentes têm destacado o fato de que o alumínio não é biodegradável, o que implica em problemas de tratabilidade do lodo gerado (DI BERNARDO et. al., 2002; RICHTER, 2005).


Com o objetivo de buscar alternativas ao uso de coagulantes químicos, tem-se investido em pesquisas empregando coagulantes naturais no tratamento da água para abastecimento. Dentre as vantagens desse tipo de coagulante pode-se destacar o baixo custo e o não risco à saúde humana. Esses polímeros naturais podem ainda atuar como auxiliares de coagulação, nesse caso eles agiriam em conjunto com o coagulante químico, promovendo dessa forma uma redução da demanda de coagulante metálico, possibilitando concentrações menores na água tratada e mantendo a mesma eficiência (ABREU LIMA, 2007, CARDOSO, 2007). Dentre os auxiliares de coagulação mais utilizados encontram-se a quitosa e a Moringa oleífera Lam.


A utilização da Moringa oleífera é viável como método alternativo no tratamento simplificado de águas para o consumo humano, pois, não apresenta alterações significativas de pH e apresenta uma remoção de mais de 90% de turbidez da água (SIQUEIRA et al., 2015). Essa espécie de planta possui caráter adaptativo em regiões de clima tropical, e evidenciou-se com um grande potencial no tratamento de água, podendo assim ser utilizado em pequenas comunidades rurais que não têm acesso a distribuição de água potável.


Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência da utilização da Moringa oleífera associada ao coagulante químico. Para isso, foram realizados ensaios de coagulação e floculação aplicando a Moringa oleífera como auxiliar natural de coagulação em conjunto com o coagulante químico o Cloreto de polialumínio (PAC), para remoção das impurezas presentes na água estudada (açude Gavião).


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Fonte: Portal Tratamento de Água


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