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Sumário da água

Blog da REBOB

Terceiro encontro do projeto Gota D’Água traz projetos bem-sucedidos de educação ambiental



Realizado em Santa Bárbara d’Oeste, evento teve cerca de 40 participantes e o compartilhamento de iniciativas em andamento nas escolas e comunidades da região.


Com o tema “Água para mim, água para nós, minha voz no comitê mirim”, o projeto Gota d´Água realizou no dia 5 de maio mais um encontro que reuniu educadores e a equipe técnica da iniciativa. No evento, os participantes puderam acompanhar histórias de conscientização e exemplos de trabalhos bem-sucedidos com escolas, estudantes e comunidades das Bacias PCJ, o que ressalta a importância das iniciativas de educação ambiental traduzidas em ações práticas.


O encontro aconteceu no Centro Ecológico de Santa Bárbara d’Oeste (Cesb), e contou com a presença da professora doutora Lubienska Jaquiê Ribeiro, da Faculdade de Tecnologia da Unicamp; do pesquisador João Demarchi, do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa; e da professora Diná Fischer, que também é diretora da escola rural Martin Lutero, em Limeira, como palestrantes. O evento teve ainda a presença da equipe técnica do Consórcio PCJ, composta por Eduardo Paniguel, Rodrigo Mondini e Vitória Dante Scomparim, a mediação de Rafael Jó Girão, do Instituto Agir Ambiental, e contou com a recepção e boas-vindas das representantes do município anfitrião: a gestora ambiental e coordenadora do núcleo de educação ambiental, Gilmânia Paiva, e a Secretária Adjunta de Educação, Daniele Matioli Fornasari.


Diná Fischer contou um pouco da história da escola em que atua, hoje considerada uma Escola do Campo em um bairro com forte tradição rural, e colonizado por imigrantes alemães. No entanto, nos últimos 20 anos, a região começou a ver o chamado parcelamento do solo, ocasionado pela venda de terrenos de antigos proprietários que se tornaram pequenas chácaras, mas sem a mesma cultura agrícola. Diante do cenário, a escola implementou cursos para toda a comunidade em temas como horta caseira, trabalho com árvores frutíferas e compostagem, com o objetivo de sensibilizar os alunos sobre a importância do reaproveitamento de resíduos e técnicas básicas de plantio.


Outra iniciativa colocada em prática no local foi o projeto de Aquaponia, que consiste em um sistema que integra o cultivo de hortaliças em sistemas de recirculação de água e nutrientes. Considerado o carro-chefe da escola, foi criado em 2016 e, desde então, tem como principal foco os alunos do quinto ano, em uma escola que atende desde a Educação Infantil, a partir do maternal. A escolha não acontece por acaso. “O quinto ano sempre é a sala que se destaca por contar com alunos que têm capacidade maior de se envolver, de ter consciência do meio ambiente. Além disso, eles estão saindo para outras escolas. Queremos que eles saiam com essa consciência do que fazer para o meio ambiente, levando conhecimento para as famílias e espaços que vão ocupar”, afirma Fischer.


A experiência no trabalho de conscientização com Comitês de Bacias foi compartilhada no evento por João Demarchi, pesquisador científico do Instituto de Zootecnia de São Paulo, localizado em Nova Odessa. Para ele, a aproximação com escolas e estudantes é fundamental para fomentar a familiaridade da sociedade com as instituições de pesquisa e ensino, além de promover o incentivo à criação de políticas públicas para esse objetivo. A conscientização é fundamental ainda em territórios cada vez mais urbanizados, para que seja possível valorizar espaços rurais, enfatizando também a ciência e pesquisa empregados no meio. “Temos trabalhado com políticas públicas em um território bem amplo, nos 76 municípios das sete sub-bacias do PCJ”, afirmou, ao ressaltar como o esforço nesse sentido pode resultar em um conjunto de políticas públicas para a proteção ambiental. “É fundamental trabalhar com escolas para que a capilarização das políticas públicas e aproximação da ação regional chegue ao solo de cada município”, afirma Demarchi. Nesse sentido, ele conta ainda que o IZ tem dialogado com diversas instituições de ensino, como a ETEC e o Sesi de Americana, além de escolas privadas que podem se tornar estruturas de apoio para a criação de comitês juvenis. Um trabalho de manutenção de iniciativas ambientais existentes também é primordial para que os projetos sigam adiante e tenham resultados efetivos.


Outra experiência compartilhada com o público presente ao encontro foi apresentada pela professora doutora Lubienska Jaquiê Ribeiro, da Faculdade de Tecnologia da Unicamp. Responsável pela coordenação do Projeto de Extensão “Ecoedu”, que tem a proposta de realizar um trabalho contínuo de extensão com grupos mais desfavorecidos da sociedade. Ribeiro abordou sua trajetória na universidade e o questionamento que a levou a pensar em como contribuir com a sociedade, ocorrido durante um evento acadêmico em 2006. “O que você faz por Limeira? Você vem aqui, seus alunos ocupam a cidade e você não deixa nada para nós?”. O incômodo da provocação foi revertido na aproximação com diferentes instituições para a sensibilização ambiental na prática – a primeira iniciativa foi aplicada com um grupo que recebia tratamento de equoterapia, em Limeira. A partir de então, o projeto tornou-se um programa com quatro iniciativas contínuas que atendem às demandas da sociedade e região.


No início dos trabalhos, os mais diversos temas passaram a ser abordados com crianças e adolescentes tendo como ponto de partida a natureza e suas características – inclusive a correlação de temas sensíveis, como a morte, com o ciclo das plantas, por exemplo. “A primeira coisa que fazemos é tentar derrubar os muros da universidade e entender o que a comunidade do nosso lado está querendo”, afirma Ribeiro, ao ressaltar a importância do trabalho de extensão na prática.


Para Andréa Borges, coordenadora do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental do Consórcio PCJ, o compartilhamento de boas experiências é fundamental para mostrar novos caminhos, possibilidades e ideias que podem ser aplicados com crianças e adolescentes, que representam o maior público do Projeto Gota d’Água. “Mas não podemos nos restringir apenas ao público infanto-juvenil. Para atingirmos uma gestão sustentável e participativa da água, necessitamos do envolvimento de todos os públicos e setores, sem exceção”, diz Andréa.


O próximo encontro promovido pelo projeto Gota d’Água acontecerá no dia 2 de junho, por meio do canal do Consórcio PCJ no YouTube: https://www.youtube.com/ConsorcioPCJ.



Sobre o Projeto


O Projeto Gota d’Água foi criado em 2015, com a proposta de aumentar a abrangência das atividades do Programa de Educação Ambiental do Consórcio PCJ. Com o objetivo intensificar as ações de educação ambiental voltadas à gestão da água, envolvendo o público formal (escolas) e o não-formal (comunidade), a iniciativa permite que os projetos desenvolvidos pelo público possam ser reconhecidos e incentivados.


Sobre o Consórcio PCJ


O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, composta por municípios e empresas, que tem como objetivo a recuperação dos mananciais de sua área de abrangência.


Mais Informações


Assessoria de Imprensa

Consórcio PCJ


Fonte: Consórcio PCJ

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