Sumário da água

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Veja as cidades com resultados exemplares no Ranking do Saneamento e aquelas com maiores desafios


No dia 22 de março, o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, publicou o novo Ranking do Saneamento com base nas 100 maiores cidades do Brasil e com dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) de 2019. A publicação anual avalia os indicadores de acesso à água potável, coleta e tratamento dos esgotos nos cem maiores municípios do país. Veja os principais resultados por segmento!



1. ATENDIMENTO EM ÁGUA TRATADA


Em 89 cidades, mais de 80% da população possui atendimento de água potável, o que significa que 11 grandes municípios ainda possuem grandes desafios em entregar água a mais pessoas. Na média dos 100 maiores municípios, 93,51% da população tem acesso à água, 10 p.p a mais que a média nacional.


Quadro 1 – Exemplos de atendimento total de água


No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados



2. ATENDIMENTO COM COLETA DE ESGOTOS


Um pouco mais da metade das cidades estudadas apresentaram indicadores superiores a 80% da população com coleta de esgotos, contudo, 35 grandes cidades apresentaram indicadores inferiores a 60%, sendo que oito deles atendem a menos de 20% com o serviço. O indicador médio de população com coleta de esgotos nesses municípios foi de 74,47%, ou seja, 20 p.p. superior à média nacional.


Quadro 2 – Exemplos de cidades em coleta de esgotos


[1] Os dados de Nova Iguaçu foram verificados e constam no SNIS 2019 dessa forma

No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados



3. ÍNDICE DE TRATAMENTO DE ESGOTOS (com relação à água consumida)


Somente 23 cidades tratam mais de 80% do esgoto gerado, ratificando que esse é o indicador mais desafiador até mesmo para os grandes municípios. Juntos, os 100 maiores municípios do país tratam 62,17% de esgoto gerado, ou seja, 12 p.p. a mais do que a média nacional. Preocupante o fato de termos 15 grandes municípios que não tratam nem 20% do volume de esgoto gerado.


Quadro 3 – Exemplos de cidades no indicador – tratamento de esgotos


No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados



4. INVESTIMENTO TOTAL SOBRE VALOR DA ARRECADAÇÃO COM OS SERVIÇOS


70% dos municípios investem menos de 30% do valor arrecadado em saneamento. Seis municípios investem mais de 60% de sua arrecadação nos serviços. Como forma do Ranking não considerar os números de um ano atípico, o estudo pega a soma dos investimentos nos últimos 5 anos versus a arrecadação nesse período. Quanto maior for a razão entre investimento e arrecadação, mais investimentos o município está realizando relativamente ao quanto arrecada, de modo que apresenta melhor posição no Ranking.


Quadro 4 – Exemplos de investimento total sobre arrecadação


No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados



5. ÍNDICE DE PERDA DE ÁGUA POTÁVEL NA DISTRIBUIÇÃO


Enquanto o Brasil perde 39% da água potável produzida (para cada 100 litros de água produzida no país, 39 não chegam formalmente a nenhuma moradia), o indicador para as 100 maiores cidades é 4 p.p. abaixo, ou seja, 35,66%. 79 dos 100 municípios perdem acima de 30% da água, com destaque para 7 deles com índices acima de 60%. Estas perdas são, na maioria das vezes, devido a vazamentos, furtos, roubos ou erros de medição.


Quadro 5 – Exemplos de cidades e suas perdas de água na distribuição


[2] Os dados de Nova Iguaçu foram verificados e constam no SNIS 2019 dessa forma

No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados.



6. ÍNDICE DE PERDA VOLUMÉTRICA (litros por ligação / dia)


Pela primeira vez no Ranking do Saneamento, o Índice de Perdas Volumétricas passa a ser considerado e ele avalia a quantidade de litros de água perdidas por dia por ligação. Não necessariamente esse indicador tem ligação com o Índice de Perdas na Distribuição porque o cálculo incorpora o volume de perdas ao número de ramais de ligações de água dos usuários. Em áreas urbanas, que possuem densidade de ramais, esse indicador pode traduzir melhor a quantidade de água perdida, uma vez que os vazamentos de água ocorrem, de 80% a 90%, nos ramais, conforme aponta a IWA – International Water Association. Ainda de acordo com instituições internacionais, o patamar adequado é perdas de até 250 litros por ligação-dia, no entanto, a média das 100 cidades foi de 454,75 litros. 23 cidades alcançaram o patamar adequado, enquanto 16 passaram da perda de 750 litros por ligação dia.


Quadro 6 – Exemplos de perdas por ligação dia


No relatório completo, disponível no site do Instituto Trata Brasil (www.tratabrasil.org.br), é possível ter acesso aos outros municípios analisados


Fonte: Trata Brasil

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