10º EIMA realizado em Foz do Iguaçu/PR debate as relações entre água, energia e território

23/11/2013

 

Na véspera da abertura do 11º Encontro Cultivando Água Boa (CAB), representantes de 18 países da América Latina, Espanha e Portugal participam, nesta terça (19) e quarta-feira (20), da 10ª edição do Encontro Iberoamericano sobre Desenvolvimento Sustentável (Eima), no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu.

O encontro traz temas como cuidados com a água, o provimento de energia e a questão territorial. Espera-se, ao final do Eima, a assinatura de uma carta de intenções dos países participantes para a aplicação da metodologia do CAB em seus territórios.

O diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, participou, na manhã desta terça-feira, da primeira mesa do Eima. Ele defendeu a hidreletricidade, mostrando como Itaipu produz energia de qualidade sem impactar o meio ambiente. “A área de todos os reservatórios ocupa apenas 0,04 % do território brasileiro. Se isso não é ser sustentável, não sei o que é”, defendeu.

Samek também lembrou o recorde de produção de energia, atingido por Itaipu em 2012, e a quantidade de CO2 que seria emitida caso esta energia fosse produzida por carvão mineral: 88 milhões de toneladas de CO2 em um ano.

O representante do Programa de Mudanças Climáticas do Pnuma, Roberto Borjabad, atualizou algumas informações a respeito do impacto do aquecimento global na saúde do planeta, como o derretimento das calotas polares e a subida do nível dos oceanos. “As mudanças climáticas são um fenômeno que vai nos afetar e já está nos afetando”, resumiu. 

Lupercio Ziroldo Antonio, Presidente das Redes Internacional e Brasil de Organismos de Bacia esteve presente no evento e salientou a importância da integração de ações que envolvam água, território e energia. “É importante desenvolver programas e ações em prol do meio ambiente envolvendo toda a sociedade neste processo de tal forma a conseguirmos resultados que transversalizem todos os setores”, destacou Lupercio.


O EXEMPLO DO CAB

 

Na segunda mesa do dia, o Presidente do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas, Norman de Paula Arruda Filho, apresentou os resultados de um estudo de caso que a FGV fez sobre o CAB. A pesquisa comparou as ações do programa com as principais convenções internacionais sobre desenvolvimento sustentável.

“O CAB é um programa ambiental único pela pluralidade de suas ações e pela sustentabilidade dos projetos”, afirmou Norman. “É um exemplo vivo de um programa de desenvolvimento regional com bases sustentáveis, e que pode ser replicado em outros países, se adequando à realidade local”, conclui.

O diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich, concluiu as apresentações da manhã explicando a filosofia e a metodologia do CAB. “O programa é um verdadeiro laboratório a céu aberto”, disse Nelton. “Seus conceitos, valores e metodologia são universais e podem se adequar a outros territórios”.

 

Para mais informações: www.cultivandoaguaboa.com.br

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