ANA debate no Senado a redução da vazão do rio São Francisco

04/04/2014

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (2), no Senado Federal, o superintendente de Usos Múltiplos e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA) Joaquim Gondim falou sobre a Lei das Águas e sobre como a variabilidade nos regimes hidrológicos interferem nas vazões dos rios e sobre os impactos advindos dessa manifestação natural. A audiência pública foi promovida a convite do senador Antônio Carlos Valadares, presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, com o objetivo de se debater a redução da vazão do rio São Francisco, entre outros pontos.

 

A ANA autorizou a manutenção da redução temporária da descarga mínima defluente dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no rio São Francisco, de 1.300 m3/s para 1.100 m3/s até o dia 30 de abril próximo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de 27 de março passado e levou em consideração a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo Paulo Afonso e Xingó para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da bacia hidrográfica. A medida da Agência também foi motivada pelo menor volume de chuvas na região nos últimos anos que tem resultado em baixos níveis do rio São Francisco. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBH-SF) e o Fórum Sergipano de Comitês de Bacias Hidrográficas manifestaram preocupação com a situação local.

 

Diante da preocupação com o baixo volume atual do rio São Francisco e da proximidade do final do período chuvoso, que termina em abril, o superintendente da ANA manifestou a importância da intervenção humana visando a regularização das águas e seus usos múltiplos face aos eventos climáticos que vêm ocorrendo com maior frequência e intensidade e alteram, por exemplo, o regime de chuvas da região. Segundo Gondim, a atuação das instituições e dos colegiados ligados aos recursos hídricos permite a tomada de decisão de forma equacionada, visando garantir o preconizado na Lei nº 9.433/97, que garante a prioridade para o abastecimento humano e para a dessedentação de animais em situações de escassez. "Se nós usássemos a água de uma maneira continuada, de uma maneira constante, teríamos que usar água somente pensando na quantidade que estaria disponível nos períodos secos, porque essa que era a [água] garantida", explicou o Superintendente da ANA.

 

Além do representante da ANA e do presidente da CDR, estiveram presentes representantes da Chesf, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBH-SF), da Companhia e Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf) e do Fórum Sergipano de Comitês de Bacias Hidrográficas.

 

Para mais informações: www.ana.gov.br

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