Acordo para estiagem e projeto de cheias marcaram a pauta do Comitesinos/RS

18/10/2014

 

O Comitesinos aprovou, nesta quinta-feira, o acordo entre arrozeiros e operadoras de abastecimento público de água para uma eventual estiagem no verão 2014/2015. O tema foi um dos destaques da reunião plenária da entidade, ocorrida à tarde, na Unisinos. Pelo acerto costurado nas últimas semanas e aprovado por unanimidade na reunião de ontem, ficam mantidos os parâmetros do último verão. Ou seja, os agricultores situados na parte alta da Bacia deverão desligar as bombas de captação de água para irrigação sempre que o nível do Rio dos Sinos chegar a 70 centímetros na captação da Corsan em Campo Bom e/ou 50 centímetros junto à captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) de São Leopoldo.

 

Outro destaque do encontro foi a preocupação do Comitê de Bacia sobre o projeto da Metroplan que prevê estudos (já com elaboração de anteprojeto) para, supostamente, utilização da BR 448 como diques na parte baixa do Rio dos Sinos, principalmente junto ao município de Canoas. Com o nome de Estudo de Alternativas para Minimização do Efeito das Cheias na Bacia do Rio dos Sinos, o projeto foi desenhado paralelamente e à revelia das discussões sobre o Plano de Bacia da região, lançado oficialmente em julho. Isso apesar das repetidas consultas do Comitê ao Estado, durante o processo do Plano de Bacia, solicitando informações sobre eventuais projetos sendo elaborados.

 

A ideia do Comitesinos agora é puxar a discussão para dentro de sua plenária, cumprindo o que prevê a própria legislação estadual (Lei 10.350/94). Isso para tentar adequar o termo de referência às ações apontadas pela própria comunidade da região, evitando sobreposição ou atropelo de iniciativas e garantindo uma visão de bacia para o projeto. Por exemplo, verificando se a ideia de um possível estrangulamento na vazão das águas no trecho final do Sinos leva em conta que a última grande cheia em São Leopoldo, no ano passado, colocou o nível do rio a centímetros de ultrapassar a altura do sistema de diques da cidade em alguns pontos.

 

VERDESINOS

 

A plenária desta quinta teve também a fala da coordenadora geral do Projeto VerdeSinos, Luciana Paulo Gomes. Ela traçou um panorama geral sobre as pesquisas científicas inseridas na iniciativa, que a partir deste ano ampliam sua atuação também sobre áreas úmidas, encostas e nascentes da região. Luciana destacou a relação entre as 13 pesquisas científicas que estão sendo iniciadas na região, para identificação e caracterização das áreas úmidas remanescentes na Bacia, avaliando a fauna e a flora, além dos efeitos da ação do homem sobre esses ecossistemas. A coordenadora falou brevemente sobre cada uma das pesquisas e ressaltou que os resultados de todas elas serão posteriormente “costurados” em uma base de dados com o mapeamento das áreas úmidas da Bacia do Sinos.

 

Depois de abrir a fala como coordenadora geral das pesquisas, Luciana aprofundou um estudo em particular: Avaliação de Ciclo Sanitária Ambiental em Área Adjacente às Áreas Úmidas, do qual é a encarregada, junto com uma equipe de três pessoas. Na prática, a pesquisa da professora Luciana vai avaliar o grau de contaminação das áreas rurais pelo tratamento inadequado (ou não tratamento) do esgoto residencial. Paralelamente, o grupo deverá testar alternativas de um sistema simples e acessível para o tratamento dos dejetos e seu aproveitamento como composto orgânico.

 

A apresentação foi dentro do roteiro onde, a cada plenária, uma das pesquisas do VerdeSinos será apresentada ao colegiado do Comitesinos.

 

Para mais informações: www.comitesinos.com.br  

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