WWF-Brasil, governo e prefeituras de Mato Grosso se unem pela preservação das águas do Pantanal

25/06/2015

 

O secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, assina o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal


Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pantanal ganhou um presente: a união do governo do estado de Mato Grosso, 20 prefeituras e entidades da sociedade civil, entre elas o WWF-Brasil, pela recuperação de 700 quilômetros de rios e pelo menos 30 nascentes de uma área percorrida pelo rio Paraguai e afluentes como Sepotuba, Cabaçal e Jauru.


Lançado no dia 8 de junho, em Cuiabá, o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal foi idealizado pelo WWF-Brasil em 2012, quando um estudo - realizado em parceria com o HSBC, a The Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar - mostrou que a área onde nascem 30% das águas que alimentam a planície pantaneira e garantem o abastecimento de municípios onde vivem e trabalham pelo menos três milhões de pessoas estava em alto risco ecológico.

Durante o evento de lançamento, o vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, representando o governador Pedro Taques, disse esperar que o Pacto seja um exemplo para que outras regiões passem também a cuidar de seus recursos hídricos e do meio ambiente. “Mato Grosso tem muito orgulho de ser produtor de alimentos, mas temos que ter também muito orgulho do nosso ecossistema e da nossa biodiversidade”, disse o vice-governador. “De agora em adiante, nós também nos orgulharemos de ser um estado sustentável e isso é um orgulho presente e para as futuras gerações”, completou Fávaro.


A secretária de estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Ana Luiza Peterlini também elogiou a aliança, responsável por unir setor público, setor privado e sociedade civil organizada na mesma causa. “Não se defende o meio ambiente se não houver o envolvimento de toda a sociedade; ele não deve ser defendido somente porque é bonito, mas porque precisamos garantir qualidade de vida para todos”, disse. Segundo Peterlini, o desenvolvimento só é possível com a proteção das águas: “É possível preservar o meio ambiente e ao mesmo tempo garantir o desenvolvimento? Não é possível, é necessário! Se não protegermos as nascentes e rios não conseguiremos garantir água para consumo, para produção, enfim, para todos os usos”, afirmou.


Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil, que também esteve presente no evento, reforçou a importância da Organização na conservação do Pantanal, “o reino das águas”: nossa missão é trabalhar por um planeta onde as pessoas vivam em harmonia com o meio ambiente e o Pacto, que está sendo lançado hoje, mostra o potencial de uma ação quando é produzida em conjunto por toda a sociedade.

 
Próximos passos

O WWF-Brasil e o governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, já trabalham na elaboração de um plano de trabalho para definir a implementação do Pacto. O cronograma com a definição das datas de execução de diversas ações para preservar as nascentes e rios da área das Cabeceiras do Pantanal deve ser divulgado em julho.

 
Adesão

A região das Cabeceiras do Pantanal abrange 25 municípios do Mato Grosso, sendo eles: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra.


Além do próprio governo de Mato Grosso, os prefeitos de 20 municípios assinaram, no dia 8 de junho, a adesão ao Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, e portanto, se comprometeram a trabalhar na recuperação dos recursos hídricos da região.

 
Resultados


Até o momento, a parceria entre as diversas entidades do Pacto possibilitou algumas conquistas, como por exemplo a instalação de 40 biofossas na zona rural da área abrangida pelos 25 municípios, evitando que dejetos humanos cheguem aos rios e melhorando a qualidade de vida dos produtores que passam a ter saneamento básico e um biofertilizante para regar árvores frutíferas.


Outro resultado positivo é que os municípios de Tangará da Serra e Mirassol d’Oeste foram selecionados pela Agência Nacional de Águas (ANA) para receber recursos financeiros que serão destinados à implantação de projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), por meio do Programa Produtor de Água. Assim, em breve, os produtores dos dois municípios serão remunerados financeiramente pela proteção das nascentes e dos recursos hídricos locais, pela conservação das matas ciliares e pela implementação de boas práticas agropecuárias e do manejo do uso do solo.


Saiba mais sobre o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal

O Pacto é uma aliança entre o setor público (por meio do governo federal, estadual, prefeituras e câmaras de vereadores), o setor privado (empresários, principalmente representantes do agronegócio e do setor elétrico) e a sociedade civil organizada (organizações não governamentais, sindicatos e associações).


O grupo coordenador dessa aliança listou 34 soluções para os problemas relacionados às cabeceiras do Pantanal. A entidade que decidir assinar o Pacto se compromete voluntariamente a implementar em sua localidade pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios.


A participação de cada instituição pode ser feita com recursos técnicos e/ou financeiros. É a instituição que escolhe a melhor forma. Essas ações podem ser desde a recuperação de áreas degradadas, recuperação de nascentes, recuperação de matas ciliares, melhoria da qualidade da água dos rios, adequação ambiental de estradas rurais e estaduais, melhoria do saneamento básico ou até mesmo a troca de experiências de educação ambiental existentes na região.

 

Para mais informações: www.wwf.org.br

 

 

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