ANA reforça apoio ao Programa Água Doce

22/07/2015

Renato Ferreita, Gisela Forattini e Paulo Varella

 

 

Foto: Raylton Alves/Banco de Imagens ANA

 

 

A Agência Nacional de Águas vai apoiar a consolidação de dados para o diagnóstico do estado do Ceará para o programa Água Doce, a exemplo do suporte oferecido no ano passado para o levantamento de dados no Rio Grande do Norte e em Alagoas. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano em parceria com instituições federais, estaduais e da sociedade civil, o Água Doce estabelece uma política permanente de acesso a água para o consumo humano por meio da dessalinização de água de poços. O Programa é voltado para populações de baixa renda em localidades rurais do Semiárido.

 

Atualmente, cerca de 100 mil pessoas em mais de 160 comunidades são beneficiadas. A meta, de acordo com o coordenador do Programa, Renato Saraiva Ferreira, é atingir 500 mil pessoas até o fim de 2016. Para isso, 600 obras já foram contratadas.

 

Para selecionar as localidades atendidas, foi criado o Índice de Condição de Acesso a Água (ICAA), uma média ponderada que cruza dados como IDH, mortalidade infantil, pluviometria e intensidade de pobreza. O Água Doce é custeado pelo governo federal, com dez por centro de contrapartida dos governos estaduais.

 

O programa traça o diagnóstico das localidades que serão beneficiadas antes de fazer o investimento que consiste em instalar os equipamentos (dessalinizadores) e a infraestrutura necessária, como tanques para o depósito dos efluentes, reservatórios para armazenar a água doce e chafarizes. Depois deste preparo, é preciso mobilizar a sociedade, montar uma estrutura de gestão que envolve a própria comunidade e prefeituras, e fazer a manutenção.  A prefeitura de Mossoró (RN), por exemplo, administra 40 dessalinizadores.

 

De acordo com o diretor da ANA Paulo Varella, com as perspectivas de continuidade da seca no Nordeste no ano que vem, o Projeto Água Doce ganha ainda mais relevância. “Com o nível dos reservatórios tão baixos como se encontram atualmente, principalmente em algumas regiões do Semiárido, como Paraíba e Rio Grande do Norte, essa água dessalinizada será ainda mais necessária para o consumo das pessoas”, disse.

 

Um dos maiores desafios para a dessalinização é a produção de energia, que responde por boa parte dos custos para a manutenção do processo. No mês passado, foi instalado um projeto piloto no município João Câmara (RN) que conta com energia solar para dessalinizar a água.

 

De acordo com a diretora da ANA Gisela Forattini, a área de tecnologia da Informação da ANA vai estudar a criação de um banco de dados com todos os diagnósticos do Programa Água Doce.

 

Texto:Cláudia Dianni - Ascom/ANA


Para mais informações: www.ana.gov.br

 

 

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