Novos Estados aderem ao Qualiágua

26/07/2015

 

Sonda para medição de qualidade de água

 

No mês de julho quatro novos estados passaram a aderir ao Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de água (Qualiágua), sendo eles o Rio Grande do Norte, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Esta iniciativa da Agência Nacional de Águas (ANA) busca estimular a padronização dos métodos de coleta de amostras, parâmetros verificados, frequência das análises e divulgação dos dados em escala nacional. Além dos quatro novos estados, já integram o Qualiágua: Minas Gerais, Paraná e Tocantins. A adesão é voluntária e cada contrato terá duração de aproximadamente cinco anos.

 

No Rio Grande do Norte, o órgão responsável por monitorar os aspectos qualitativos da água no âmbito do Programa será o Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), que receberá por ponto monitorado. Para o estado estão previstos 77 pontos, dos quais 55 já são monitorados. A ampliação da rede acontecerá principalmente nas bacias dos rios Piranhas-Açu e Ceará-Mirim.

 

No estado do Alagoas, dois órgãos serão responsáveis por monitorar os aspectos qualitativos da água no âmbito do Qualiágua: a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh/AL) e o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA). Cada instituição receberá R$ 1,1 mil por ponto monitorado e com dados divulgados. Para o estado estão previstos 35 pontos, dos quais 18 já são monitorados. A ampliação da rede acontecerá principalmente em afluentes do rio São Francisco.

 

Em Mato Grosso do Sul, o órgão definido para executar as ações do Qualiágua é o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A instituição receberá R$ 1,1 mil por ponto monitorado e com dados divulgados no estado, conforme o acordo de cooperação assinado com a ANA.

 

Em Rondônia, o órgão definido para executar as ações do Qualiágua é a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). A instituição receberá R$ 1,1 mil por ponto monitorado e com dados divulgados no estado, conforme o acordo de cooperação assinado com a ANA.

 

Com orçamento de aproximadamente R$ 15 milhões, o Qualiágua também tem o objetivo de promover a implementação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade de Água (RNQA) em todo o País. Os recursos da premiação pela divulgação dos dados serão repassados duas vezes por ano mediante o cumprimento das metas de monitoramento e divulgação de dados, que levarão em consideração vários aspectos, como: o percentual de pontos da RNQA operados pelo estado, o número de parâmetros avaliados e o percentual de pontos operados com medição de vazão simultânea – este último para análise da carga de poluentes na água. Estas metas serão pactuadas entre a ANA e as instituições participantes. O valor do pagamento será de R$ 1,1 mil por ponto monitorado e divulgado.

 

O Programa parte do pressuposto que os dados de qualidade da água são importantes para diversos públicos, como: gestores públicos, pesquisadores, estudantes, empresas. Os parâmetros mínimos a serem coletados nos pontos de monitoramento envolvem aspectos físico-químicos (transparência, temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH e Demanda Bioquímica de Oxigênio, por exemplo), microbiológicos (coliformes), biológicos (clorofila e fitoplâncton) e de nutrientes (relacionados a fósforo e nitrogênio).

  

RNQA

 

Criada em 2013, a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água propõe a padronização dos dados coletados, dos procedimentos de coleta e da análise laboratorial dos parâmetros qualitativos para que seja possível comparar as informações obtidas nas diferentes unidades da Federação. A meta é que até dezembro de 2020 todos os estados e o DF contem com um total de 4.450 pontos de monitoramento, dos quais 1.817 já estão em operação. Todos os dados obtidos pela RNQA serão armazenados no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), da ANA, e serão integrados e divulgados através do Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (SNIRH).

 

Nos últimos dois anos, a Agência investiu cerca de R$ 12 milhões em equipamentos de campo cedidos ao DF e a 15 estados (AL, BA, CE, ES, GO, MG, MT, MS, PB, PE, PR, RJ, RN, RS, SE, SP), que fazem parte dos dois grupos das unidades da Federação que já realizam o monitoramento qualitativo. Prevista para o primeiro semestre de 2016, a próxima etapa de envio de materiais será para os estados que não possuem rede de monitoramento. Entre os equipamentos, estão: medidores acústicos de vazão, sondas multiparamétricas de qualidade de água, materiais para análises de laboratório, caminhonetes 4x4 com baú adaptado e barcos com motor de popa.

 

Texto: Raylton Alves - Ascom/ANA


Para mais informações: http://www.ana.gov.br

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