Mais de 70% do esgoto coletado nas Bacias PCJ é tratado

24/02/2016

Estação de Tratamento de Esgoto San Martim (Campinas) | Manoel de Brito (Sanasa)

 

O percentual de tratamento de esgoto nas Bacias PCJ passou de 59% (em 2012) para 72% (em 2014), conforme indica o Relatório de Gestão das Bacias PCJ 2014, que tem como base os dados apresentados no Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do estado de São Paulo e no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), para os municípios mineiros.

 

Obras e projetos na área de tratamento de esgoto são os que possuem mais destaque nas Bacias PCJ. De 1994 a 2015, somados os recursos de todas as fontes – Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), Cobrança Federal e Cobrança Estadual Paulista –, foram investidos mais de R$ 293 milhões em ações do PDC 3 (Programa de Duração Continuada – Tratamento de Esgoto).

 

O Relatório de Gestão 2014 traz ainda um mapa que demonstra a situação de cada município das Bacias PCJ em relação ao tratamento de esgoto: 15 possuem o índice maior ou igual a 90%; 23 estão entre 50% e 89,9%; e 26 possuem o índice menor que 49,9%. (confira abaixo a relação dos municípios.)

 

De acordo com o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o resultado é bastante animador. “Acompanhamos ano a ano o crescimento considerável dos índices de tratamento de esgoto e isso nos deixa muito satisfeitos. Sem contar que, quando as diversas obras que estão em andamento nas Bacias PCJ terminarem, o salto nesses índices será ainda maior.”

 

Vale ressaltar que os dados apresentados são calculados sobre o esgoto gerado, e não sobre o esgoto tratado. Isso porque, segundo Razera, “às vezes o município pode ter 100% de tratamento, mas um desempenho ruim para a coleta do esgoto, por exemplo”.

 

Outro dado importante apresentado pelo Relatório de Gestão é o de que, na maioria dos municípios das Bacias PCJ, o índice de coleta de esgoto é maior que 90%: 40 municípios estão na faixa de maior ou igual a 90%; 19 estão na faixa entre 50% e 89,9%; e cinco estão na faixa de menor ou igual a 49,9%.

 

Mais ações

 

Em 2015, além da destinação de recursos para novos projetos de tratamento de esgoto, a Agência das Bacias PCJ finalizará, provavelmente em abril, Planos Municipais de Saneamento Básico e Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos que serão entregues para 24 municípios das Bacias PCJ.

 

São eles: Lote 1 – Rafard, Elias Fausto, Jaguariúna, Charqueada, Louveira e Jarinu; Lote 2 – Valinhos, Morungaba, Bom Jesus dos Perdões, Nazaré Paulista, Vargem e Joanópolis; Lote 3 – Pedra Bela, Ipeúna, Saltinho, Toledo, Tuiuti e Bragança Paulista; Lote 4 – Itatiba, Pinhalzinho, Extrema, Itapeva, Camanducaia e Sapucaí-Mirim.

 

Para os três primeiros lotes, foram investidos R$ 1.765.215,50 e, para o lote 4, R$ 611.020,87, já incluindo, nos dois valores, o termo aditivo que acrescentou a elaboração do estudo gravimétrico dos resíduos sólidos.

 

Sobre a importância dos Planos, a coordenadora de projetos da Agência das Bacias PCJ, Elaine Franco, explica que eles “funcionam como ferramentas participativas essenciais ao desenvolvimento sustentável dos municípios, estabelecendo as diretrizes no horizonte de 20 anos para os quatro componentes do saneamento básico”. E completa: “Esse planejamento permite que os municípios identifiquem problemas, diagnostiquem demandas de expansão e delimitem as metas, objetivando o atendimento da população com qualidade”.

 

Os quatro componentes do saneamento básico abordados nos Planos são abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de água pluvial e limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos domiciliares.

 

Tabelas dos índices dos municípios em relação ao tratamento e a coleta de esgoto

 

Para mais informações: www.agenciapcj.org.br

 

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