Participantes do INTERÁGUAS conhecem realidade da bacia do ribeirão Pipiripau

05/11/2016

Produtor do Projeto Pipiripau (centro) explica ações de conservação em sua propriedade

Foto: Raylton Alves / Banco de Imagens ANA

 

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) realizaram pela primeira vez, de 26 a 27 de outubro, o evento Rotas no Pipiripau. No encontro, profissionais dos órgãos executores do Programa de Desenvolvimento do Setor Água (INTERÁGUAS) – ANA, Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional – puderam ter uma imersão na realidade da bacia do ribeirão Pipiripau, com foco principal no Projeto Produtor de Água no Pipiripau.

 

O objetivo do evento foi capacitar os profissionais dos órgãos executores do INTERÁGUAS utilizando a metodologia adaptada do Rotas de Aprendizagem, forma de capacitação que prevê a imersão numa dada realidade para conhecimento dos saberes locais. No caso, a imersão foi na história e na realidade da bacia do Pipiripau e dos produtores rurais que vivem nela, tendo a água como tema transversal.

 

Na abertura do evento, em 26 de outubro, na sede do IICA em Brasília, houve uma série de apresentações teóricas sobre a realidade da bacia do Pipiripau. Rossini Sena, especialista em recursos hídricos da ANA, apresentou como funciona o Programa Produtor de Água e os conceitos sobre o pagamento por serviços ambientais (PSA).

 

Em sua apresentação, o superintendente de Planejamento e Programas Especiais da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA), José Bento da Rocha, informou que já foram investidos R$ 4,4 milhões em ações de conservação do solo, recomposição da cobertura vegetal, PSA, educação ambiental, entre outras ações no contexto do Projeto Pipiripau.

 

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Henrique Chaves abordou o monitoramento dos resultados das ações do Projeto Pipiripau para o período entre 2018 e 2027. O acadêmico apontou como benefícios da iniciativa a redução da erosão na bacia, a diminuição do risco de contaminação da água por pesticidas, o aumento da vazão em períodos de estiagem e o aumento do índice de qualidade do solo.

 

Trazendo a visão da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB), Pedro Nascimento Júnior, da Gerência de Gestão de Bacias de Mananciais, apresentou o histórico de atuação da empresa na bacia do Pipiripau. Segundo o engenheiro florestal, a CAESB já investiu R$ 2 milhões na bacia para o pagamento por serviços ambientais. Para a companhia, o Produtor de Água tem proporcionado maior disponibilidade hídrica na região e minimizado conflitos pelo uso da água na bacia.

 

Em 27 de outubro, os participantes do evento puderam conhecer a realidade dos produtores rurais que utilizam a água do Canal Santos Dumont para irrigação. Também foram visitadas propriedades rurais que participam do Projeto Pipiripau e que já adotam ações de conservação de água e solo, como: cercamento de nascentes, adequação de estradas rurais, recomposição de matas ciliares, entre outras ações.

 

A bacia do Pipiripau

 

As águas do ribeirão Pipiripau abastecem 180 mil habitantes de Planaltina. Na bacia, que ocupa uma área de 23.527 hectares, o uso preponderante da água é para irrigação, principalmente de hortaliças, em especial por conta do canal de irrigação Santos Dumont. Outros usos expressivos são a dessedentação de animais e a aquicultura. As áreas agrícolas desta bacia hidrográfica ocupam cerca de 70% de sua área total. Portanto, é perceptível a importância dessa rede de drenagem natural para o abastecimento humano e produção socioeconômica local, bem como o conflito pelo uso da água existente na bacia, que abrange parte do Distrito Federal (90,3% da bacia) e parte de Goiás (onde fica a nascente).

 

Produtor de Água

 

O Programa Produtor de Água, concebido pela ANA em 2001, tem como objetivo a revitalização ambiental de bacias hidrográficas. De acordo com sua metodologia, o resultado das ações implantadas em uma bacia hidrográfica pode ser verificado pela melhoria da qualidade e aumento da vazão e permanência de água ao longo do ano nos cursos d’água.

 

INTERÁGUAS
 
O Programa de Desenvolvimento do Setor Água é um esforço do Brasil, em articulação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial), na tentativa de se buscar uma melhor articulação e coordenação de ações no setor água. O INTERÁGUAS busca criar um ambiente onde os setores envolvidos com a utilização da água possam se articular e planejar suas ações de maneira racional e integrada, de modo a contribuir para o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão no setor água, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do País.

 
O INTERÁGUAS também tem o objetivo de estimular o planejamento integrado, que dê continuidade a programas setoriais que apresentaram êxito e um tratamento adequado a temas transversais prioritários. A previsão é que o INTERÁGUAS invista um total de US$ 99,5 milhões até 31 de outubro de 2018, dos quais US$ 63,8 milhões são do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e US$ 35,7 milhões de contrapartida nacional. A ANA, os ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional e das Cidades são os executores da iniciativa.

 

Texto: Raylton Alves - ASCOM/ANA

 

Para mais informações: http://www.ana.gov.br

 

 

 

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