Sinal vermelho: área glacial da Terra atinge média histórica mais baixa em décadas

10/05/2017

Em 2017, o “manto branco” do Ártico diminuiu preocupantemente  em relação a 2016

 

O ano de 2017 registrou um recorde preocupante: foi o inverno em que o manto gelado do mar do Ártico atingiu seu menor limite. A mínima histórica medida em março deste ano apontou para uma área gelada de 14,42 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale ao território da Austrália duas vezes.

 

Muita gente pode achar muito, mas foi média história mais baixa das últimas décadas.  Esta foi a menor cobertura já registrada por satélite em quase quadro décadas de medição, durante o inverno na região. O novo recorde superou a mínima histórica do inverno passado, de 14,52 milhões de quilômetros quadrados, e isso não é nada bom. Esta informação veio do Centro Nacional de Neve e Gelo da Universidade do Colorado (NSIDC) que acompanha a movimentação do gelo em projeto conjunto com a  NASA. Os técnicos acreditam que o declínio do gelo tem ligação direta com o clima da região, cada vez mais quente e mais susceptível a mudanças climáticas. 

 

Segundo os cientistas, a nova mínima histórica resulta, em parte, de um outono e inverno muito quentes. O calor atmosférico contribuiu para isso, com temperaturas do ar até cinco graus acima da média em algumas partes do Ártico. A extensão máxima para o inverno deste ano ficou 1,2 milhão de quilômetros quadrados abaixo do máximo médio de 1981 a 2010, de 15,64 milhões de quilômetros quadrados.

 

O gelo no mar Ártico desempenha um importante papel na manutenção do sistema climático do Planeta. Acontece que a imensa superfície branca desta região chega a refletir quase 80% da luz solar que incide sobre ela, exercendo grande influência no processo de resfriamento do clima.

 

A perda de cobertura de gelo pode, igualmente,  perturbar o ecossistema, afetando o tempo de florescimento dos fito plânctons, os organismos microscópicos que estão na base da cadeia alimentar marinha. Além disso, os ursos polares, morsas, baleias e outros animais dependem do gelo marinho para sobreviver.

 

Menos gelo também significa mais acesso ao ser humano, o que leva diretamente à maior demanda de  exploração de recursos naturais, como o petróleo e pescados.

 

Polo Sul também está  “encolhendo”

 

E no lado oposto do Planeta,  em março deste ano, o gelo do mar em torno da Antártica atingiu sua menor extensão já registrada por satélites no final do verão no Hemisfério Sul. Um mês antes, em março,  a soma da área ocupada pelo  gelo marinho do Ártico e Antártico atingiu seu ponto mais baixo desde que os satélites começaram a medir continuamente o gelo do mar em 1979.

 

O gelo polar total cobria dois milhões de quilômetros quadrados a menos do que a extensão mínima global média para 1981-2010. De acordo com a NASA,  como se o Planeta tivesse perdido um pedaço de gelo marinho maior do que o México.

 

 A cobertura de gelo no Ártico atingiu sua média histórica mais baixa em 2017; alerta foi dado pela NASA.

 

As mudanças climáticas e suas consequências serão temas discutidos durante a realização do 8º Fórum Mundial das Águas,  que vai reunir cerca de 40 mil pessoas de todas as partes do mundo em Brasília, em março de 2018.

 

 

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