Goiás terá sua primeira usina flutuante de energia

12/06/2017

Produtor rural de Cristalina cria, em sua propriedade, primeira usina fotovoltaica flutuante privada do Brasil. A pequena usina foi construída no espelho d´água de um lago em uma fazenda.

 

Placas fotovoltaicas no  lago de Engolasters, em Andorra, pequeno país europeu localizado entre  Espanha  e França; a “energia flutuante” começa a chegar ao Brasil.

 

A busca de novas fontes de energia, alternativas e limpas, é um caminho sem volta.  Inovação e empreendedorismo dão o tom dessa caminhada. Foi o que aconteceu na cidade de Cristalina, em Goiás, com o produtor Luiz Carlos Figueiredo. Ele associou estes dois predicados e protagonizou a primeira iniciativa privada no Brasil de construção de uma usina fotovoltaica em uma superfície flutuante com a instalação de 1.150 painéis fotovoltaicos que produzem cerca de 50MWh/Mês. Esta energia equivale à necessidade anuais de consumo de cerca de 170 domicílios populares brasileiros (valor estimado de 50MWh/Mês). Este é o primeiro projeto construído em um lago e conectado diretamente à rede de energia.

 

Os técnicos ressaltam que este projeto de produção de energia fotovoltaica apresenta três diferenciais das demais plantas existentes no País.  O primeiro deles é a eficiência; o aumento de geração de energia se deve em função do resfriamento da temperatura dos painéis fotovoltaicos instalados no espelho d´água. Estudo  realizado por pesquisadores internacionais apontam que esse tipo de tecnologia gera aproximadamente 14% a mais de eletricidade do que a geração solar em terra ou no telhado.

 

O segundo diferencial dessa pequena usina é que os painéis flutuantes impedem 70% da evaporação do lago.  O terceiro diferencial é que se trata de um sistema híbrido já que a usina foi projetada para trabalhar ligada tanto à rede de energia elétrica quanto a um grupo motor gerador. Quando a rede elétrica estiver fora de funcionamento, ocasionado por queda de energia, o gerador a diesel é acionado automaticamente, e a geração de energia não é interrompida.

 

O Brasil assinou também o primeiro projeto-piloto no mundo de exploração de energia solar em lagos e usinas hidrelétricas, com uso de flutuadores. O projeto piloto foi lançado no ano passado, na hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Quando o projeto foi lançado, em 2016, a previsão é de que estaria a pleno valor em outubro  deste ano, gerando energia necessária para abastecer nove mil casas.  Projeto semelhante, com a mesma capacidade de geração de energia solar de Balbina, foi anunciado para a Hidroelétrica de Sobradinho, na Bahia.

A participação de energia solar na matriz elétrica brasileira é muito pequena, mas deve crescer nos próximos anos, podendo chegar – em um cenário otimista - a 10% do total da energia gerada no País.

 

 

A produção de energias alternativas e limpas será tema de debate no 8º Fórum Mundial da Água, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília.

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