América do Sul cria agenda única para estruturar Processo Regional

10/07/2017

Inhotim sediou evento sobre água que atraiu centenas de pessoas de vários Países da América Latina e que serviu como encontro preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água.

José Carlos Carvalho, ex-ministro do Meio Ambiente : “Nós temos obrigação moral e ética de proteger os recursos hídricos para as próximas gerações”.

Realizada nos dias 27 e 28 de junho mais uma etapa preparatória para o 8º Fórum Mundial da Água. Desta vez a reunião - denominada “Fórum das Águas” -, aconteceu no Instituto Inhotim, em Minas Gerais. Um público de cerca de 300 pessoas, na sua  maioria de jovens, discutiu temas pertinentes ao Fórum. Estiveram presentes representantes de vários países da América Latina, entre eles Chile, Colômbia e Equador. O evento foi mais um caminho na estrada que leva à realização do 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília em março de 2018. Pela primeira vez o evento acontece no hemisfério sul. As  discussões no encontro em Inhotim passaram por temas que serão tratados no evento e também por discussões envolvendo sua organização.

 

Ney Maranhão, diretor da ANA (Agência Nacional da Água) abriu os trabalhos e aproveitou para fazer um breve histórico do Fórum Mundial da Água e afirmou que o “Brasil será outro depois da passagem do Fórum”. Na sequencia falou Paulo Salles, presidente da ADASA (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal) o braço operacional do governo do Distrito Federal, que é o anfitrião do evento. Paulo Salles enfatizou o caráter democrático da água, discorreu sobre a importância dos usos múltiplos e falou também sobre o tema geral do 8º Fórum Mundial da Água, que é “Compartilhando Água”. Ele propôs que a discussão seja estendida e que chegue no “compartilhamento de responsabilidades” na gestão e uso da água.  Ele também sugeriu empenho em uma inovação que consiste na  introdução do Poder Judiciário nas discussões do Fórum, lembrando que cabe ao Judiciário a atribuição de intermediar as Leis que  remetem ao tema água.

O evento em Inhotim reuniu dezenas de representantes de vários países da América Latina.

Também falou durante o evento o português Miguel Dória, do PHI-UNESCO (Programa Hidrológico Internacional), que responde pela América Latina  e Caribe. Como organizador do evento Fórum das Águas, Miguel referendou  a ideia de que a água é um bem universal a todos e por direito deve ser acessível a qualquer ser vivo.  Ele chamou a atenção para três pontos que, na opinião dele são imprescindíveis na discussão da perenidade dos recursos hídricos de uma maneira geral: ética, compreensão e capacitação.  Ele sugeriu ainda que os temas “educação” e “capacidades” entrem nos debates do 8º Fórum Mundial da Água como temas transversais.

FÓRUM CIDADÃO – A SOCIEDADE PARTICIPANDO DO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA

 

Também falou no evento Lupércio Ziroldo Antonio, presidente da REBOB (Rede Brasileira de Organismos de Bacias Hidrográficas). Lupércio responde pela organização do Fórum Cidadão, que permitirá a participação da sociedade na agenda 8º Fórum Mundial da Água. Ele explicou como será desenvolvido o Fórum Cidadão, que pretende chamar e incentivar a participação de todos atores da sociedade civil organizada e dos cidadãos em geral.  Lupércio explicou que o Fórum Cidadão vai implementar a Vila Cidadã, um local onde próximo ao Centro de Convenções onde acontecerão as discussões oficiais do Fórum Mundial da Água, e que a entrada de todos será muito bem vinda, sendo este acesso gratuito. Somente através da mobilização de toda sociedade o esforço para a preservação das águas terá um resultado global e mais eficiente”, disse.

 

Fechando o evento Fórum das Águas, falou o ex-ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, uma das pessoas mais respeitadas no Brasil e no mundo quando o assunto é sustentabilidade. José Carlos enfatizou que a água é um direito fundamental das gerações, as atuais e as que virão, e que esse assunto é uma questão de direito à cidadania.  “Nós temos obrigação ética e moral de pensar nos que virão; estamos falando de direitos intergeracionais, ou seja, um direito que passa por nós e que temos o dever de garantir para as próximas gerações”,  disse ele referindo-se ao direito inalienável do ser vivo ao acesso à água de qualidade.

A MENSAGEM DE INHOTIM

 

A escolha do Instituto Inhotim para o evento foi emblemática. O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho (Minas Gerais), uma cidade com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte. O Instituto é também um grande jardim, com um acervo botânico que é um dos mais importantes do mundo. Inhotim fica em uma região mineradora e faz o contraponto entre as atividades que agridem ao meio ambiente e a possibilidade que o mundo tem de recuperá-lo e preservá-lo, lembrando que Inhotim foi construído pelo empresário Bernardo Paz (que é também minerador) em uma antiga cava de minério.

 

O museu foi eleito pelo site TripAdvisor  um dos 25 museus do mundo mais bem avaliados pelos usuários.

 

 

 

 

 

 

 

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