Google lança plataforma sobre Amazônia com a cara do Brasil

17/07/2017

Mapa interativo permite monitorar áreas desmatadas, demarcações indígenas e conhecer melhor a região

 

A plataforma fala sobre geografia, povos da floresta, água, ocupação humana, e as mudanças pelas quais a floresta tem passado.

O Google lançou nesta terça-feira (11) o projeto "Eu Sou Amazônia", que usa o Google Earth para mapear 11 locais em diversas partes na Amazônia e contar histórias de comunidades como a dos povos Ianomâmi, Cinta Larga e da comunidade quilombola Boa Vista.

 

A iniciativa marca a nova fase do Google Earth, que há dois meses está disponível como aplicativo para desktop, celulares Androide e também para acesso no navegador Chrome. Essa é uma aposta para transformar o serviço em mais um espaço de produção de conteúdo dentro dos canais da empresa.

 

"Eu Sou Amazônia" teve ajuda de equipes como a produtora O2, do cineasta Fernando Meirelles, e o Instituto Sócio Ambiental (ISA), abordando a relação da floresta e seus povos com questões como alimento, água e origens culturais.

 

O Google utilizou ferramentas como câmeras em 3D e recursos técnicos no mapa que acompanham o que está sendo mostrado em vídeos e textos com imagens de satélite.

 

"Esta é uma nova técnica e acho que estamos apenas começando a encontrar maneiras de contar histórias com vídeos, textos e mapas. Com todas essas imagens em alta qualidade e em 3D, nós montamos a réplica mais realista e atraente do planeta. Isto é muito inovador", disse a diretora de Earth do Google, Rebecca Moore, à Reuters.

 

Entre as principais mudanças da plataforma está a seção Viajantes, que concentra os conteúdos interativos como a iniciativa Eu Sou Amazônia. Nela, é possível explorar o mapa acompanhando vídeos, imagens em 360º e textos produzidos especificamente para a área escolhida. Para navegar, os usuários podem escolher entre diversos tópicos, como Educação, Natureza, Cultura e Histórico.

 

A empresa não revela o orçamento dedicado ao projeto, que contou com filmagens na Amazônia, além de equipamentos, investimento em tecnologia e treinamento de pessoal. No entanto, Moore afirmou que a companhia não tem intenção de monetarizar a nova plataforma de nenhuma maneira.

 

Fonte: G1

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