Comitês recebem R$ 1,4 mi para proteger rios da Grande Florianópolis

05/08/2017

Essa verba será aplicada em ações dos comitês de bacias hidrográficas do Tijucas, Camboriú e Cubatão. 

 

Os comitês de bacias hidrográficas dos rios Camboriú, Cubatão e Tijucas receberam apoio financeiro do governo do Estado de Santa Catarina para realizar trabalhos socioambientais na grande Florianópolis e Litoral Norte do Estado.  As entidades vão receber R$ 1,38 milhão, que será repassado à Associação Caminho das Águas do Tijucas. O modelo de parceria - integrando os comitês, a associação e o Estado - foi idealizado para garantir o desenvolvido de projetos educacionais e ambientais de forma direta, o que “deságua” na garantia de abastecimento para a Capital do Estado.

 

O dinheiro será dividido entre as ações dos comitês. O objetivo é promover a manutenção administrativa das estruturas e a continuidade dos projetos ambientais de cada região. “O dinheiro vem em bom momento. Somos referência estadual e nacional”, afirma o vice-presidente do Comitê Tijucas-Biguaçu, Edison Roberto Mendes Baierle.

 

A presidente do Comitê Cubatão-Madre, Sandra Eliane Michel, pediu maior atenção aos comitês catarinenses e garantias de que o recurso disponibilizado não falte às ações promovidas. Paulo Schmigel, do Comitê Camboriú, reforçou que a data era histórica para os comitês e uma mudança na forma do governo e da população entenderem a importância das bacias hidrográficas. “Nós dos comitês de bacias realizamos um trabalho muitas vezes voluntário e que precisa de maior atenção dos órgãos governamentais. A experiência do plano de bacias, por exemplo, mostra que as regiões envolvidas podem dar um salto em desenvolvimento científico, econômico, e também sustentável, e esse debate passa pelos comitês”, ressalta.

 

Pacto pela Mata Ciliar será mantido

 

O recurso repassado pelo Estado vai oxigenar o Pacto Pela Mata Ciliar, implantado na Grande Florianópolis pelo Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Tijucas-Biguaçu. O programa foi criado em 2011, quando foi instituída uma meta de recuperação de 50 mil hectares nas margens dos rios. Até agora, no entanto, apenas 7 mil hectares foram recuperados. Com a chegada dos recursos o objetivo será intensificar as ações. “Esse recurso vem subsidiar as atividades de sensibilização, educação e recuperação da mata ciliar na bacia toda, onde temos oito mil quilômetros de rios”, salienta Baierle.

 

O presidente também acredita que é importante os municípios da região preservarem e ajudarem os comitês. Segundo avalia, não basta colocar a bomba nos rios para sugar os recursos hídricos. “É preciso uma união mais forte das cidades. Os governos municipais precisam entrar nessa luta conosco. A região precisa evoluir muito”, garante.

 

Os comitês de bacias agora terão subsídio oficial para ajudar a preservar os mananciais que abastecem Florianópolis e cidades da região.

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