Pesquisa descobre disponibilidade de água subterrânea no Norte de Minas

21/06/2019

Com apoio da Fapemig, estudo avaliou recursos hídricos que podem ajudar no abastecimento regional ou irrigação

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), em cooperação com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), contribuiu para a realização do Projeto Águas do Norte de Minas (PANM), estudo inédito feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). A pesquisa detectou a presença de água subterrânea nas regiões Norte, Nordeste e Noroeste do estado, recurso potencial explorável correspondente a cerca de 20% do volume do reservatório da usina hidrelétrica de Três Marias.

 

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Paulo Sérgio Beirão, o estudo “abre novas possibilidades de desenvolvimento econômico e social para a região”. A pesquisa, que partiu de um acordo de cooperação técnica celebrado em 2010, faz parte de uma série de investigações fomentadas pela Fapemig no contexto da gestão de águas. O recurso descoberto poderá ser utilizado, por exemplo, para abastecimento regional ou irrigação.

 

“O Projeto Águas do Norte de Minas é um resultado importante dessa parceria do desenvolvimento da pesquisa aplicada, como forma de subsidiar o aprimoramento de políticas públicas. Nesse caso específico, ela gerou um resultado que será a base para toda gestão de uso de águas subterrâneas para o Norte de Minas, uma região crítica de disponibilidade de água, onde a água subterrânea é uma fonte significativa para garantir a segurança hídrica", diz Marília Melo, diretora-geral do Igam.

Foto: Edwaldo Cabidelli

O lançamento do Projeto Água do Norte ocorreu no mês de maio deste ano

Sob o título de Projeto Águas do Norte de Minas (PANM), as áreas abrangidas pela iniciativa contemplaram as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRHs) dos rios São Francisco, Jequitinhonha, Mucuri, Pacuí e bacias do Leste mineiro, em uma extensão aproximada de 245.520 quilômetros quadrados, passando por 181 municípios. O estudo contou com cerca de 40 técnicos e pesquisadores.

 

Para o coordenador técnico do projeto e pesquisador da CPRM, Márcio Cândido, a viabilização da iniciativa se deu pela participação de importantes instituições, como a Fapemig, o Igam, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Fundação Educativa de Rádio e Televisão de Ouro Preto (Feop), entre outras. Segundo Cândido, as instituições “entenderam a importância técnica e social dos estudos e se juntaram, a fim de levar a cabo sua realização, seja com a disponibilização de recursos financeiros, seja na alocação de horas técnicas de seus servidores”, observa.

 

 

Participação da Fapemig

 

 

De acordo com coordenador técnico do projeto, o valor financiado pela Fapemig teve como objetivo a aquisição de equipamentos que permitissem a estruturação da rede de monitoramento integrada e a realização do monitoramento (equipamentos e veículos apropriados), assim como a aquisição de softwares para análise e interpretação dos dados obtidos. Os recursos aplicados contribuíram, também, para a contratação de serviços de caracterização socioeconômica da região.

 

Ainda segundo Cândido, graças ao trabalho em conjunto de todos os envolvidos, foi possível agregar ao estudo o financiamento do custeio de implantação e operação da rede, incluindo a contratação e manutenção de equipe de hidrotécnicos para os trabalhos de campo; a contratação de serviços de perfuração de poços de monitoramento hidrogeológico; mapeamento geológico das bacias; consultoria técnica; análises químicas das águas; entre outros ganhos. “É o conhecimento da disponibilidade hídrica e uma gestão integrada, pautada por dados científicos, que pode minimizar os conflitos gerados pelo uso da água.”, finaliza.

 

 

A pesquisa resultou nas seguintes publicações científicas:

 

• Relatório de integração: consolida os resultados obtidos das 14 bacias representativas com os dados regionais, disponíveis tanto neste estudo como nos projetos institucionais realizados anteriormente na área do projeto, bem como apresenta uma avaliação do limiar de vazão insignificante estabelecido pela DN-34 frente à disponibilidade hídrica subterrânea da região;

• Atlas Cartográfico: constituído por mapas básicos e temáticos em escala regional (1:2.500.000);

• Mapa Hidrogeológico em escala regional (1:1.000.000);

• Mapa de Recarga Hídrica Subterrânea em escala regional (1:1.000.000);

• Sistema de Informações Geográficas (SIG) do projeto;

• Bancos de dados hidrometeorológicos.

 

 

Igam / Agencia Minas

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