CBHSF vai proporcionar Educação Ambiental e Reflorestamento na região da foz do Velho Chico

30/08/2019

 

Representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) estiveram nesta terça-feira (27) na sede da Associação Aroeira, em Piaçabuçu (AL), para apresentar o Termo de Referência do Projeto de Educação Ambiental e Reflorestamento Bosque Berçário das Águas. O seminário teve a presença de representantes da comunidade local, da vice-prefeita de Piaçabuçu, do CBHSF, da Agência Peixe Vivo, da UFAL, do IFAL, do SAAE, do Instituto Terra Viva, de representantes da Associação Aroeira, da sociedade civil de Sergipe e da DHF-Consultoria e Engenharia.

 

Na oportunidade, a empresa DHF – Consultoria e Engenharia apresentou, através do engenheiro civil Eduardo Lucena, o projeto, e disse que seu objetivo é reflorestar Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal na região da foz do rio São Francisco (Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE) recuperando o ecossistema nativo com foco no extrativismo sustentável e educação ambiental dos beneficiários. “A intenção é de capacitar os (as) beneficiários (as) da Associação Aroeira, e outras pessoas que serão contempladas pelo projeto, implantar um bosque berçário, construir um viveiro para produção de mudas de espécies nativas e reflorestar de forma sustentável”, explicou.

 

Cinco áreas serão contempladas com o projeto: o terreno da Associação Aroeira, terreno da Coopaiba, uma área administrada pelo Erick Tenório, o assentamento Fazenda Paraíso e o Povoado Resina. Dentre os serviços que se encontram no projeto para execução estão a construção de um viveiro de mudas (produção de 115.000 mudas ao ano), implantação de um bosque berçário, reflorestamento de cinco áreas piloto, construção de 7.480 m de cercas.

 

De acordo com o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, a principal razão para o investimento nesse projeto é melhorar a quantidade e a qualidade das águas do Rio São Francisco e seus afluentes. “Se quisermos manter e preservar o rio precisamos aproximar as pessoas e estimular a criatividade na comunidade para encontrarmos uma maneira de gerar renda, preservando as matas ciliares, fazendo um projeto de educação ambiental, combatendo a erosão e o assoreamento. Ressalto que a floresta em pé é mais interessante, importante, econômica e eficaz para a região do que derrubá-la”, pontuou.

 

Jorge Izidro é representante da Associação Aroeira e deseja que o projeto decole. “Com o sucesso vai gerar renda, inclusão social e irá propiciar a sócio biodiversidade da região da foz do Rio São Francisco”.

 

A jovem Nadja Alexandria é da região do Pontal do Peba, mas se desloca sempre para Piaçabuçu, mais precisamente na Associação Aroeira, e lá consegue obter parte do sustento familiar. Ela comentou que o projeto é bem interessante e irá ajudá-la a ter maior autonomia financeira. “Estamos ansiosos para a execução do projeto porque nos ajudará a empreender e a nos tornarmos mais úteis, independentes”.

 

Para Rosa Cecília, secretária da CCR Baixo São Francisco e representante da sociedade civil de Sergipe, o termo de referência está dentro da aplicabilidade, mas é preciso ouvir aqueles que estarão diretamente envolvidos no projeto. “É necessário envolvimento total da comunidade. Sugiro que a comunidade de Resina seja contemplada com esta apresentação”.

 

Outro engenheiro civil da DHF, Davyd Faria, informou que a equipe está trabalhando para conseguir formatar um documento para o demandante onde tudo será executado de forma adequada. “Na associação encontramos todos os pontos necessários para formatar o projeto. Essa é uma etapa prévia onde vocês terão uma noção do que será feito, realizado, por isso é importante a participação de cada um na execução dele”, finalizou.

 

 

 

Assessoria de Comunicação CBHSF:

TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social

*Texto: Deisy Nascimento

*Foto: Edson Oliveira

 

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