Semarh/RN apresenta projeto de reuso de efluentes

07/02/2020

Um projeto preliminar para implantação de adutoras para a reutilização de água tratada a partir de duas estações de tratamento, a ETE Jundiaí-Guarapes, que está sendo implantada pelo Governo do Estado, através da Caern, no bairro de Guarapes

 

 

A ETE Jaguaribe, na Zona Norte, foi apresentado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) à Agência Nacional de Águas (ANA).

 

ETE Jaguaribe tem vazão de 630 L/s, extensão de 48,5 Km e leva a água para o Mato Grande.

 

A apresentação foi realizada durante reunião com o secretário da Semarh, João Maria Cavalcanti e o diretor da ANA, Ricardo Andrade, esta semana, para discutir projetos em andamento e novas parecerias com o Estado, entre elas na área de reuso de água tratada.

Debates sobre a nova obra

 

A reunião, que aconteceu na sede da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), contou ainda com a presença do secretário adjunto Carlos Nobre, o diretor do Igarn, Auricélio Costa, do assessor técnico Paulo Varela, do Coordenador de Meio Ambiente e Saneamento da Semarh, Robson Henrique, e equipe do setor. A apresentação do projeto foi feita pelo engenheiro sanitarista da Semarh, Sergio Pinheiro.

 

“A ideia é aproveitar a água, que seria descartada no rio Potengi, com elevado custo de retirada de nutrientes, para fins agrícolas e industriais” explicou Sergio.

 

O arranjo do sistema adutor apresentado com captação de efluentes na ETE Jaguaribe tem uma vazão de 630 L/s, extensão de 48,5 Km e leva a água para ser utilizada na região do Mato Grande. Já o da ETE Jundiaí-Guarapes, com vazão de 420L/s, mede 48,5 Km, beneficiando municípios da região central como Ielmo Marinho e Bento Fernandes.

Reuso de efluente tratado

 

O Titular da Semarh explica que o debate é inicial e que reuso de água tratada é um assunto que está no rol de metas da pasta para os próximos anos:

 

“Estamos pedindo apoio da ANA para estudar a viabilidade técnica, econômica e ambiental para implantação dos sistemas apresentados. É um grande projeto hídrico e, sobretudo, de desenvolvimento porque leva água para regiões com grande potencial agrícola, mas que sofrem com escassez hídrica”.

 

“A ANA tem total interesse em apoiar o estado e financiar esses estudos, inclusive vamos enviar técnicos na área de reuso para auxiliar e acompanhar o processo” frisou Ricardo Andrade, diretor da agência.
 

“Vamos elaborar um termo de referência para enviar à ANA, solicitando a formalização de um convênio para a contratação dos estudos de viabilidade e a elaboração dos projetos básicos das adutoras” finaliza João Maria.

 

Fonte: Tribuna do Norte.

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