São José/SP é considerada modelo em tratamento de esgoto

21/02/2020

A série especial denominada “Expedição Água” destacou o caminho percorrido pelo Rio Paraíba do Sul, desde o nascedouro até a chegada ao estado fluminense, revelando os desafios do saneamento.

 

 

 

São José dos Campos, que tem hoje 100% de água tratada, 99,1% de coleta e 100% de tratamento de esgoto, teve destaque como modelo de saneamento da região, contribuindo para a qualidade do Rio Paraíba.

 

Especialistas e gestores da região apontaram o papel das gestões locais, dos reservatórios e das estações de tratamento para que o rio tenha sua qualidade preservada.

 

Os repórteres entrevistaram o representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba Sul, Luiz Barretti, que destacou a boa qualidade do tratamento da região, fruto de investimentos corretos.

 

O especialista em engenharia sanitária pelo ITA, Wilson Cabral, que também participou da reportagem, destacou a melhora ao longo dos últimos anos por conta do aumento no tratamento na parte paulista do rio.

 

Em contrapartida, no Rio, a situação é crítica: a população enfrenta problemas associados à falta de esgotamento e à qualidade do abastecimento no estado.

Expedição

 

A expedição percorreu 1.200 quilômetros de estrada começando pela Serra da Bocaina, em São Paulo, onde fica a principal nascente do Rio Paraíba no município de Areias, seguindo para a Represa de Paraibuna, onde o Rio Paraíba se forma efetivamente, a partir do encontro dos rios Paraibuna e Paraitinga.

 

A reportagem destacou as cidades do interior paulista abastecidas por suas águas e os diversos tipos de tratamento que o rio recebe até chegar ao estado do Rio de Janeiro, onde ocorre a transposição de águas do Paraíba do Sul para o Rio Guandu, que abastecerá milhões de pessoas na capital e Região Metropolitana do estado. Mais da metade dos municípios visitados no Rio não trata esgoto.

Água e esgoto

 

Em razão da parceria com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e dos investimentos nos últimos anos, São José está entre as três melhores cidades saneadas entre os municípios com mais de 600 mil habitantes do país.

 

De acordo com o Ranking do Saneamento 2018, do Instituto Trata Brasil, São José aparece em 7º lugar entre as 100 maiores cidades do país.

Prêmio

 

Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, São José dos Campos foi premiada pela Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) como uma das cidades brasileiras, com mais de 100 mil habitantes, mais bem avaliadas nos indicadores de saneamento básico.

 

A cidade obteve nota máxima (100 pontos) em abastecimento de água, tratamento de esgoto e destinação adequada de resíduos sólidos. Em coleta de resíduos a pontuação foi de 99,14. E em coleta de esgoto, alcançou 97,33.

Segurança hídrica

 

O município de São José dos Campos também investe em políticas públicas voltadas a garantir a segurança hídrica e à produção da água nos mananciais que contribuem com a Bacia do Paraíba do Sul, por meio do incentivo à restauração e conservação florestal de APPs, boas práticas agrícolas, manutenção de estradas rurais e saneamento rural, dentre eles destacam-se o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, o Pró-Águas e o Programa de Saneamento Rural.

 

Todas estas iniciativas estão em curso na Bacia do Rio do Peixe, na APA de São Francisco Xavier, importante fornecedora para a represa Jaguari, um dos principais reservatórios de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que a partir de 2018 passou a abastecer a grande São Paulo.

 

Na zona urbana, a Prefeitura realiza o programa Revitalização de Nascentes, que promove a recuperação da mata ciliar de nascentes de córregos urbanos que contribuem para a formação do Rio Paraíba, associado a um programa perene de Educação Ambiental com alunos da rede pública municipal.

 

Outro importante referencial para a questão hídrica é o olhar lançado sobre políticas públicas de planejamento e ordenamento territorial, como o Plano Diretor (Lei Complementar 612/2018) e a Lei de Zoneamento (Lei Complementar 623/2019), recentemente revisadas, incorporando diretrizes e instrumentos inovadores para valorização e proteção dos recursos hídricos.

 

Fonte: SJC.
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