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Água e saúde são foco abertura da Semana de Meio Ambiente da Unesc e Comitês do Sul de SC

Água e saúde são foco da palestra de abertura da Semana de Meio Ambiente da Unesc e Comitês do Sul de SC



Evento segue até esta quarta-feira (7/06), em Criciúma, Araranguá e Tubarão


A conexão entre a saúde, o completo estado de bem-estar do ser humano, o saneamento e a dependência da disponibilidade de água neste processo permearam a palestra do professor Juliano Gimenez, diretor do Instituto de Saneamento Ambiental da Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS), realizada no Auditório Ruy Hülse na noite de segunda-feira (5/06).


O evento abriu a 18ª Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc, que tem como tema "Governança da Água, Saúde e Meio Ambiente”, proposto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), neste ano acontece em parceria com o Projeto de Fortalecimento dos Comitês de Bacia Hidrográfica do Sul Catarinense (ProFor Águas) e os Comitês de Bacia Hidrográfica dos Rios Tubarão e Complexo Lagunar; Urussanga; e Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba.


Gimenez salientou que a água, a saúde e o saneamento ainda são assuntos desafiadores. “Algo que a sociedade convive desde os primórdios é a necessidade de água para sobrevivência, subsistência, desenvolvimento econômico, qualidade de vida, bem-estar e saúde. Quais as relações disso com a saúde, com o saneamento? Como está esta situação em nível nacional e mundial que nos indicam a necessidade do ser humano prestar atenção cada vez mais neste recurso tão fundamental? Como a nossa região está e quais os avanços para começar a universalização dos serviços de saneamento no Brasil estabelecido pelo Plano Nacional de Saneamento?”, questionou.


“O saneamento é obra que não aparece e não gera grandes palanques, então é um grande desafio. Apesar disso, é importante destacar que o Brasil tem destaque em políticas de saneamento desde a década de 1970, pois evoluímos muito com o abastecimento de água e diminuição das doenças geradas pela água, por outro lado o esgoto, que também teve evolução importante, ainda possui muitos desafios”, acrescentou.


Entidade Executiva dos Comitês de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas da região, a Unesc preparou uma grande programação para a Semana do Meio Ambiente de 2023, que iniciou em Araranguá na manhã de segunda-feira (5/06), com um curso de capacitação com a participação da comunidade geral.


Conforme a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação, Inovação e Extensão da Universidade, Gisele Coelho Lopes, o aprendizado construído por meio das atividades vai muito além do conteúdo e serve como reflexão para cada um dos envolvidos. “O que vamos fazer após a fala do professor Juliano? Como vamos usar esse aprendizado para começar a mudança em cada um de nós? Pensando nisso, em junho estaremos, ao longo de todo o mês, trabalhando essa temática na Universidade. Enquanto Comunitária, temos na missão institucional a preconização por “educar, por meio do Ensino, da Pesquisa e da Extensão para promover a qualidade e a sustentabilidade do ambiente de vida”. Para isso, precisamos transversalizar essa temática, sobretudo na sala de aula, espaço de reflexão”, apontou.


“A temática que vai permear toda a semana é a água, saúde e meio ambiente, dentro da parceria entre Unesc e Profor Águas, sendo a Universidade, a entidade executiva dos comitês de Bacia Hidrográfica da região. É uma semana mais curta por conta do feriado, mas nem por isso deixaremos de ter uma vasta programação com palestras, lançamento de curta-metragem, práticas integrativas em saúde, além de diversas oficinas com momento de abertura para a comunidade participar”, falou o membro da Comissão de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc e coordenador geral do Profor Águas Sul/Unesc/Projeto Fapesc, Carlyle Torres Bezerra de Menezes.


O professor comentou ainda que o objetivo maior da programação é sensibilizar a sociedade sobre a preservação da água e a correta utilização do recurso natural. “A abundância dos recursos hídricos não significa que temos uma boa condição. Apesar de 12% da água doce estar no Brasil, boa parte não está disponível para o consumo. Muitas vezes temos quantidade, mas não temos qualidade”, concluiu.


Outras informações sobre a 18ª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos podem ser obtidas por meio do link: XVIII Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos (doity.com.br).

Texto: Marciano Bortolin/Agecom/Unesc

Fotos: Décio Batista/Agecom/Unesc


Fonte: Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá

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