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Seleção de Tecnologias de Tratamento de Esgoto Utilizando Análise Multicritério

Autora: Elaine Crisna Brás de Freitas.



Resumo


Entre as principais causas de poluição dos corpos hídricos, está o lançamento de esgotos sem nenhum tipo de tratamento. Para reduzir esse tipo de poluição é necessária a implantação de sistemas de tratamento de esgoto eficiente, sejam eles de responsabilidade dos prestadores de serviço público ou dos respectivos geradores. A escolha de tecnologias de tratamento de esgoto é um processo complexo, pois envolvem tanto variáveis quantitativas quanto variáveis qualitativas. Deste modo, para alcançar o objetivo definido neste trabalho, que é a seleção de tecnologias de tratamento de esgoto utilizando análise multicritério aplicáveis em municípios do Estado de Goiás que não possuem sistema de esgotamento sanitário, foi definido o método Electre I, para selecionar dentre as 37 tecnologias de tratamento de esgoto mais utilizadas no Brasil, um conjunto composto com as melhores opções de tecnologias. Para isso, foram definidos três cenários e 16 critérios com características técnicas, econômicas, sociais e ambientais para o cenário 1, 10 critérios para cenário 2 e 8 critérios para o cenário 3. A aplicação do método apresentou-se adequada para seleção de tecnologias de tratamento de esgoto. A seleção para o cenário 1 indicou um conjunto composto por 2 alternativas (lagoa anaeróbia + lagoa facultativa + lagoa de maturação e infiltração lenta); para o cenário 2 um conjunto composto pelas 5 alternativas (tanques sépticos, lagoa facultativa, lagoa aerada facultativa, infiltração lenta e reator UASB) e para o cenário 3 um conjunto com 3 alternativas (tanques sépticos, lagoa aerada facultativa e reator UASB).


Introdução


O crescimento populacional e a urbanização das cidades apresentam relação direta com a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas ao uso. As ações antrópicas promovem alterações no ambiente, principalmente na poluição dos corpos hídricos. O lançamento de esgoto sem tratamento altera os parâmetros físicos, químicos e biológicos e compromete seus usos múltiplos, favorecendo também o surgimento de doenças de veiculação hídrica o que o torna uma das principais causas de contaminação das águas.


A Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico no país, traz no seu Art. 19º, que a prestação de serviços públicos deve trazer em seu planejamento objetivo e metas de curto, médio e longo prazo para a universalização dos serviços de saneamento básico, dentre eles o esgotamento sanitário.


Segundo os dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referente ao Diagnóstico realizado em 2017, essa meta está longe de ser alcançada. No Brasil, 46% dos esgotos gerados são tratados, 73,7% dos esgotos coletados recebem tratamento, ficando evidente a falta de sistemas de tratamento de esgotos implantados na maioria das cidades brasileiras (SNIS, 2019).


No Estado de Goiás, segundo os dados divulgados em 2019 pelo SNIS referente ao Diagnóstico realizado em 2017, 48% dos esgotos gerados e 87% dos esgotos coletados no estado recebem tratamento. Ademais, aproximadamente 67% dos municípios não possuem sistema de esgotamento sanitário implantado (SNIS, 2019).


Clique aqui e leia na íntegra.


Fonte: Portal Tratamento de Água

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