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Boletim alerta sobre a disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ

Documento divulgado pelo Consórcio PCJ indica queda na precipitação de chuvas durante o mês de abril. Índice é um sinal de atenção no período hidrológico seco.




O Boletim sobre a Disponibilidade Hídrica, lançado pelo Consórcio PCJ, indica um volume de chuvas abaixo da média histórica para o mês de abril. De acordo com o documento distribuído a municípios e empresas associados à entidade, a precipitação média registrada nas Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) foi de 37,27mm, ou seja, 35,6% abaixo do volume, que é de 57,87mm. “Os indicadores meteorológicos sinalizam o que teremos no período entre junho e setembro, com alguns municípios enfrentando problemas de abastecimento de água em virtude da previsão de baixo índice de chuva”, observa José Cezar Saad, coordenador de Projetos do PCJ.

Entre janeiro a abril de 2022 foram registrados 563,47mm de precipitação, 3,5% acima do acumulado histórico para o mesmo período. No entanto, o volume de chuvas em abril, segundo o Boletim, apresenta rios com vazões aquém da média histórica nas Bacias PCJ. De acordo com Saad, o índice é um sinal de alerta frente ao período hidrológico seco, que conforme a outorga de 2017, inicia-se em junho.

No Sistema Cantareira, as precipitações no mês de abril ficaram 83,4% abaixo, com um registro de apenas 13,80mm, frente a 83,20mm da média histórica. No acumulado de janeiro a abril de 2022, foram 544,50mm, 24,6% inferior ao acumulado histórico do mesmo período, que é de 722,60mm.

“Embora em 2021 a estiagem tenha sido tão ou mais severa que em 2014, não enfrentamos tantos problemas, justamente pela adoção de medidas que mantiveram o Sistema Cantareira funcionando bem”, lembra Saad. O coordenador do PCJ destaca ações adotadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), como a transposição de água da barragem do rio Jaguari, da bacia do rio Paraíba do Sul, do rio São Lourenço e ainda a interligação do plano de distribuição na Grande São Paulo, que contribuíram para manter a reserva do sistema e auxiliaram o abastecimento na Bacia do PCJ.

A preocupação e apreensão dos gestores com a segurança hídrica refletem-se na adoção de medidas preventivas. “As ações recomendadas aos municípios, juntamente com suas empresas de abastecimento de água, estão relacionadas em um documento disponibilizado há muito tempo pelo Consórcio PCJ”, destaca Saad.

Fundamentalmente, as medidas emergenciais envolvem o aproveitamento da água de chuva e a redução de perdas no sistema de abastecimento. “A implantação de piscinões ecológicos nos municípios, assim como a construção das chamadas bacias de contenção em áreas rurais também fazem parte das ações”, diz o coordenador. A longo prazo, Saad destaca a importância das represas de reservatórios municipais para garantir o suprimento de água para o período de estiagem. “Além de tudo isso, é preciso que haja a participação da população e das empresas para um consumo consciente que evite o desperdício”, finaliza José Cezar Saad.

Sobre o Consórcio PCJ


O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), fundado em 1989, é uma associação civil de direito privado, composta por 40 municípios e 24 empresas associados, que atua como uma agência de fomento, planejamento e sensibilização, com o objetivo de recuperar e preservar os mananciais, além de discutir a implementação de políticas públicas voltadas à gestão da água. A entidade é referência nacional e internacional na gestão de recursos hídricos, sendo membro de importantes entidades internacionais, como o Conselho Mundial da Água, a Rede Internacional de Organismos de Bacias (Riob), a Rede Latino-Americana de Organismos de Bacias (Relob) e a Rede Brasil (Rebob).

Mais Informações

Assessoria de Comunicação – Consórcio PCJ

Tel.: (19) 3475 9408

e-mail: imprensa@agua.org.br

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