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Com apoio da ANA, oficina debate financiamento e investimentos para a Bacia do Rio Prata

  • amandachicattomkt
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) recebeu nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, em Brasília, a Oficina Regional de Financiamento e Investimentos para a implementação do Plano Estratégico da Bacia do Prata, iniciativa que integra esforços de cooperação internacional entre os cinco países da bacia para ampliar o acesso a recursos financeiros destinados à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável.


O encontro reúne representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai para debater alternativas de financiamento voltadas à gestão integrada dos recursos hídricos em uma das maiores bacias hidrográficas do mundo. A iniciativa é promovida pelo Programa de Água das Américas da Organização dos Estados Americanos (OEA), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Comitê Intergovernamental Coordenador da Bacia do Prata (CIC Plata), com o apoio da ANA.


Na abertura do evento, a diretora da ANA, Larissa Rêgo, destacou a importância da oficina para o fortalecimento da cooperação regional e para a viabilização de ações concretas nos países da Bacia do Prata. “Esse é um momento muito importante para a Agência e para essa parceria com a OEA, para que a gente consiga traçar estratégias com os cinco países, planejando ações realmente duradouras, que possam implementar cada vez mais a nossa política de recursos hídricos”, afirmou. A diretora ressaltou ainda que a capacitação é fundamental para ampliar o acesso a recursos financeiros e avançar na implementação das diretrizes do programa. “Sabemos que os desafios são imensos, sobretudo quando envolve outros países”, completou.


O secretário-geral do CIC Plata, embaixador Gonçalo Mello Mourão, ressaltou que a oficina representa a etapa final de um projeto de cooperação desenvolvido com a OEA e o BID. “Essa reunião é, na prática, a conclusão de um projeto de preparação para o futuro, voltado ao fortalecimento das capacidades do CIC e das entidades nacionais dos países membros”, afirmou. Segundo ele, o encontro deve indicar caminhos para o estabelecimento de parcerias com instituições internacionais de financiamento. “Esse é um exercício exemplar de cooperação, que demonstra a plena vigência e a urgência do multilateralismo como caminho para enfrentar os problemas comuns dos países e dos povos da Bacia do Prata”, disse.



O gerente do Programa de Água das Américas da OEA, Andrés Sánchez, destacou que o encontro marca tanto o encerramento de um ciclo quanto o início de uma nova etapa de atuação regional. “Este encontro representa a culminação de um processo estruturado de cooperação técnica e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para uma nova etapa”, afirmou. Para Sánchez, o principal desafio está em articular fundos ambientais e climáticos globais com o financiamento da banca multilateral e dos programas nacionais. “A cooperação precisa atuar como catalisadora de investimentos, ajudando a transformar prioridades ambientais em projetos viáveis, bancáveis e sustentáveis ao longo do tempo”, disse, ao ressaltar que a programação avança da teoria para a prática.


Representando o BID, a especialista sênior de Água e Saneamento Flavia Carneiro da Cunha Oliveira destacou o papel da hidrodiplomacia na gestão de bacias transfronteiriças. “Os problemas relacionados à água e ao clima não respeitam os limites geográficos e, se a gente não trabalha de forma integrada, esses problemas tendem a se agravar”, afirmou. Segundo ela, a oficina cria um espaço estratégico para que os países compreendam quais instrumentos de financiamento estão disponíveis e como acessá-los. “Aqui é o local apropriado para que essas dúvidas e anseios sejam compartilhados e para que se consiga uma implementação plena das ações previstas no plano estratégico, a partir de um olhar regional”, ressaltou.


Também integrante da mesa de abertura, o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Adalberto Maluf, enfatizou a relevância da cooperação transfronteiriça na Bacia do Prata. “Esse diálogo é fundamental para transformar prioridades em projetos viáveis, que impactem a vida das pessoas e protejam os ecossistemas”, disse.


O diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Nelton Miguel Friedrich, ressaltou o valor estratégico da cooperação internacional no contexto da gestão por bacias. Segundo ele, a oficina dialoga diretamente com o chamado à ação trazido pela agenda climática global. “Aqui estamos aprendendo não apenas o caminho das pedras, mas o caminho das águas, para transformar conhecimento em ação concreta”, destacou.


O assessor do Departamento de América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, Nero Cunha Ferreira, afirmou que a oficina marca a fase final de um projeto de fortalecimento institucional do CIC Plata. “Esse evento é dedicado ao contato com agências e fundos que podem financiar estudos, projetos estruturantes e ações de infraestrutura, para efetivamente implementar o plano de ações estratégicas da Bacia do Prata”, disse. Para ele, o encontro cria oportunidades para alinhar os mandatos das instituições nacionais às prioridades regionais.



Programação


Ao longo desta terça-feira (4), a programação inclui sessões sobre o contexto e os objetivos da oficina, a apresentação do Plano Estratégico da Bacia do Prata e painéis dedicados às oportunidades de financiamento oferecidas por bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos ambientais internacionais, como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).


Na quinta-feira (5), os trabalhos seguem com apresentações de mecanismos financeiros de outras instituições, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), além de atividades práticas em grupos temáticos — alerta precoce, qualidade da água e saneamento, navegação sustentável, conservação e águas transfronteiriças — voltadas à formulação e à financiabilidade de projetos. Também estão previstas apresentações dos grupos, priorização de iniciativas e definição de próximos passos.


A oficina será concluída na sexta-feira (6) com uma visita de campo à Reserva Ecológica de Águas Emendadas, promovendo intercâmbio de experiências e encerrando oficialmente o encontro.


Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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