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Com melhora nos indicadores de saneamento nos últimos anos, Teresina comemora 169 anos de fundação

Teresina é uma das poucas cidades do país que apresenta evolução nos indicadores de saneamento nos últimos anos


Foto: Rômulo Piauilino/Prefeitura de Teresina*
Foto: Rômulo Piauilino/Prefeitura de Teresina*

Nesta última segunda, 16 de agosto de 2021, a capital do Piauí, Teresina, completou 169 anos. Fundada em 1852, a cidade com quase 870 mil habitantes é a mais populosa do estado do Piauí.


Teresina está na 83º posição no Ranking do Saneamento, estudo realizado pelo Trata Brasil que avalia os indicadores de água e esgotos das 100 maiores cidades do país com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Em comparação com o Ranking de Saneamento de 2020, a capital piauiense, que estava presente entre as 10 piores cidades do país, subiu sete posições neste ano, apresentando uma melhora nos indicadores de saneamento.


De acordo com dados presentes no Ranking do Saneamento 2021, a população em Teresina com acesso à água potável é de 95,59%; o acesso a coleta de esgoto na região é de 33,99%, serviço que em comparação ao ranking anterior subiu mais de 4 p.p.; nos serviços de tratamento de esgoto 25,73% do esgoto gerado é tratado, índice que apresentou notável melhora em comparação com o ano anterior, no qual o índice era de 19,45%.


Investir na universalização dos serviços de saneamento básico como, água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, como por exemplo, na renda do trabalhador. De acordo com dados do IBGE 2019 presentes no Painel Saneamento Brasil, a renda média de pessoas com saneamento em Teresina é de mais de R$ 4 mil reais por mês; em contrapartida a renda de pessoas sem saneamento gira em torno de apenas R$ 650.


Para melhorar outros aspectos na qualidade de vida para a população, Teresina que apresenta uma leve evolução nos indicadores de saneamento, precisará se esforçar ainda mais para alcançar a universalização do saneamento básico para a população local, a região ainda está entre as 20 piores cidades no Ranking do Saneamento.

Com a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), todas as cidades brasileiras irão precisar oferta água para 99% da população e coleta e tratamento dos esgotos para 90% da população. A redução de perdas também deve ser uma prioridade para região, diminuir o desperdício de água nos sistemas de distribuição além de atender mais pessoas com este serviço, certamente ajudaria a manter mais cheios os rios e reservatórios espalhados pelo país.


Fonte: Trata Brasil

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