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Comitês PCJ promovem 3º Webinar “Conversando sobre o Rio Jundiaí”

Tema escolhido é “A importância do patrimônio histórico e cultural para a efetivação do enquadramento do Rio Jundiaí”



A Câmara Técnica de Outorgas e Licenças (CT-OL) dos Comitês PCJ e o seu Grupo de Trabalho de Enquadramento dos Corpos d’água realizarão o 3º Webinar “Conversando sobre o Rio Jundiaí” - Edição 2022 na próxima sexta-feira, dia 23 de setembro, das 14h às 17h. O tema escolhido é “A importância do patrimônio histórico e cultural para a efetivação do enquadramento do Rio Jundiaí”.


O webinário é realizado anualmente no mês de setembro, em data que se comemora o Dia do Rio Jundiaí (23/09), e tem como principal proposta divulgar ações do programa de efetivação do enquadramento do Rio Jundiaí, de modo a sensibilizar os atores sociais da bacia do Rio Jundiaí a agirem de modo articulado e integrado, com foco nesta efetivação.


Nesta 3ª edição, serão apresentadas, em uma roda de conversa, atividades realizadas durante os meses de agosto e setembro de 2022, as quais fortalecem a visão da efetivação do enquadramento do Rio Jundiaí como um patrimônio histórico e cultural da região.


Para participar é necessário realizar inscrição pelo link: https://bit.ly./Inscricao_CT-OL Os inscritos receberão o link para acesso a transmissão pelo YouTube ao final do preenchimento do formulário. Dúvidas sobre o evento podem ser encaminhadas para a coordenação da CT-OL, através do e-mail: ctol@comites.baciaspcj.org.br.


DESPOLUIÇÃO


O Rio Jundiaí tornou-se o primeiro do país a ser reenquadrado – de classe 4 para classe 3 – pelo Conselho de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (CRH). Com essa medida, suas águas podem ser utilizadas para consumo humano, após tratamento, ao longo de todo o trajeto de 123 km, cortando oito municípios. O último trecho do rio, de 56 km, foi reenquadrado em 2016, o que ajudou a diminuir o grave problema de abastecimento de água da cidade de Salto e região.


Em 1977, o Rio Jundiaí foi enquadrado na classe 4, a mais grave da classificação, indicando que suas águas não poderiam ser captadas para tratamento e sequer para uso industrial. O Jundiaí é um dos maiores afluentes do rio Tietê e, por décadas, recebeu milhares de toneladas de esgotos e resíduos industriais, lançados em diversos pontos, porque banha uma região altamente urbanizada e uma das mais industrializadas do Estado de São Paulo.


O ponto central para a descontaminação foi a construção de estações de tratamento de esgoto nos municípios de Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Itupeva, com recursos estaduais, federais, municipais e da cobrança pelo uso dos recursos hídricos.

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