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Comitê do Rio Paranaíba encerra participação na 1ª Semana Nacional da Agricultura Irrigada com demonstração de campo do LMI

  • há 16 horas
  • 4 min de leitura

No último dia da programação oficial da 1ª Semana Nacional da Agricultura Irrigada, promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba) realizou uma demonstração de campo do Laboratório Móvel de Irrigação (LMI), na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).


O dia de campo apresentou as etapas de avaliação realizadas pelo Laboratório Móvel de Irrigação em diferentes estruturas dos sistemas irrigados, como pivô central e casa de bombas. Os participantes acompanharam como são feitas as medições, quais informações são levantadas em campo e de que forma esses dados compõem o diagnóstico entregue ao produtor rural. Com esse material em mãos, o irrigante pode avaliar ajustes e adequações para melhorar o desempenho do sistema, reduzir perdas e ampliar a eficiência no uso da água e da energia.

Durante a visita, técnicos explicaram os procedimentos utilizados para verificar o funcionamento dos equipamentos, a uniformidade da aplicação de água e as condições operacionais do sistema. A demonstração evidenciou como a análise técnica em campo pode apoiar decisões mais precisas sobre manejo, manutenção e modernização da irrigação.


Para o presidente do CBH Paranaíba, João Ricardo Raiser, a demonstração consolidou a participação do Comitê na Semana Nacional da Agricultura Irrigada, que também contou com atividades no Senado Federal, na CNA e com a realização de um webinar sobre o Laboratório Móvel de Irrigação.


“Depois de passarmos por uma cerimônia no Senado, um evento na CNA e um webinar sobre o laboratório, hoje a gente mostra, na prática, como o Laboratório funciona, quais são as ações que ele executa, como ele beneficia o produtor e, principalmente, como a gente pode formular políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura irrigada em benefício da gestão das águas”, destacou.


João Ricardo ressaltou ainda que a segurança hídrica deve ser pensada de forma integrada, considerando todos os usos da água na bacia. “Não existe irrigação sem água. Precisamos garantir segurança hídrica não só para a irrigação, mas para os múltiplos usos da nossa bacia: abastecimento, indústria e agricultura. Todos dependem da mesma água, da mesma fonte e da mesma bacia”, afirmou.


O Laboratório Móvel de Irrigação é um projeto do CBH Paranaíba, financiado com recursos da cobrança pelo uso da água. A iniciativa já atua em diferentes regiões da bacia e tem chamado a atenção de instituições nacionais pelo potencial de apoiar a agricultura irrigada com base em diagnóstico técnico, eficiência e sustentabilidade.


Segundo o especialista em recursos hídricos do MIDR, Marcos Vinícius de Mello, o Ministério enxergou no LMI uma ação estratégica, com possibilidade de contribuir para uma política pública mais ampla.


“O Laboratório Móvel de Irrigação é uma atitude pioneira no âmbito da bacia do Paranaíba, no Distrito Federal e em parte de Goiás, com potencial de tornar-se parte de uma política pública mais abrangente, para que a irrigação em diferentes bacias hidrográficas e em diferentes partes do território nacional seja contemplada com uma ação tão estratégica”, afirmou.


Para Marcos, a aproximação do MIDR com o Comitê e demais instituições busca ampliar o alcance da iniciativa. “O Ministério da Integração, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica e do Departamento de Irrigação, enxergou que se juntar a essa iniciativa, multiplicada principalmente pelo Comitê de Bacia do Paranaíba, é algo estratégico e benéfico para a sociedade como um todo”, completou.


A pesquisadora da Embrapa Cerrados, Maria Emília, destacou que a parceria permite integrar pesquisa, extensão e gestão dos recursos hídricos. Para ela, o LMI cumpre papel importante ao levar conhecimento técnico até o produtor e, ao mesmo tempo, gerar dados capazes de subsidiar novos estudos e políticas públicas. “Não adianta a gente trabalhar com pesquisas, com conceitos, e isso não ser levado para a sociedade, para o produtor. É fundamental o papel da extensão. E o Laboratório Móvel é uma ferramenta fantástica para essa extensão”, afirmou.


Maria Emília explicou ainda que os dados coletados em campo podem fortalecer a atuação da própria pesquisa. “Os dados coletados pelo Laboratório Móvel podem subsidiar as pesquisas da Embrapa e retornar em informações para a formulação de políticas públicas que tragam benefícios, crescimento e desenvolvimento para a agricultura irrigada”, destacou.


Representando a CNA, Daniele Coelho, consultora da Comissão Nacional de Irrigação, avaliou que o projeto também ajuda a demonstrar ao setor produtivo a importância da cobrança pelo uso da água quando os recursos retornam em forma de benefícios concretos. “É uma forma de mostrar ao setor o quanto a cobrança é importante e, de fato, valorizar essa água. A eficiência dessa água faz sentido para a nossa produção e para a evolução da nossa atividade no futuro”, afirmou.


A demonstração de campo reforçou o alcance da iniciativa pioneira desenvolvida e financiada pelo CBH Paranaíba. O Laboratório Móvel de Irrigação evidencia como projetos estruturados no âmbito dos comitês de bacia podem ganhar escala, atrair novos parceiros e inspirar soluções para outras regiões do país, onde a produção agrícola também depende do uso cada vez mais eficiente da água.


Fonte: CBH Paranaíba

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