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Estande do CMA vai receber apresentações de membros, entre eles, o Consórcio PCJ e a ADASA

Direto de Dacar: Estande do Conselho Mundial da Água vai receber apresentações de membros, entre eles, o Consórcio PCJ e a ADASA


Espaço terá 150 m² e ficará no coração da Feira Técnica do Fórum Mundial da Água
Espaço terá 150 m² e ficará no coração da Feira Técnica do Fórum Mundial da Água

Começou nessa segunda-feira, dia 21, o 9º Fórum Mundial da Água, em Dacar, no Senegal, com a abertura oficial e início das primeiras sessões de trabalho. Também já está aberta a feira técnica do evento que contará com estandes de diversos países do mundo, expondo suas experiências em gestão de recursos hídricos. O Conselho Mundial da Água, organizador do evento, montou um espaço de 150 m², composto por área de recepção para boas-vindas aos visitantes, local para café, um auditório com capacidade para 20 pessoas, entre outras atrações. O local será palco de apresentações de seus membros, entre eles, o Consórcio PCJ e Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (ADASA).


Também foi reproduzido no estande um enorme Baobá, árvore símbolo do Senegal, em que será possível pendurar seus desejos pela água, além de um “selfie stand”, espaço com “souvernirs”. O Conselho reservou 25 apresentações de até 45 minutos para seus membros exporem suas experiências no auditório do estande. O Brasil fará apresentações nos dias 23 e 24 de março.


Na quarta-feira, dia 23, às 17h no horário local e 14h no horário de Brasília, a ADASA promoverá evento de lançamento de três livros editados pela agência sobre os resultados do 8º Fórum Mundial da Água, tendo como temas: Água e Desenvolvimento, Água e Meio Ambiente e Água e Sociedade. No dia seguinte, dia 24, e no mesmo horário, é a vez do Consórcio PCJ, com o apoio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), promoverem o evento “Gestão de Recursos Hídricos no Brasil e lançamento da publicação “ODS6 no Brasil: Visão da ANA sobre os Indicadores””. O evento contará com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube da entidade e, também, da ANA.


“Cerca de 800 organizações dos mais variados setores e do mundo todo participaram na preparação desse Fórum. Nosso agradecimento especial pela contribuição individual e coletiva de cada uma dessas instituições. Bem-vindos a Dacar, talvez nosso trabalho aqui marcará um importante passo ao futuro da gestão de recursos hídricos”, comenta Loïc Fauchon, presidente do Conselho Mundial da Água.


Discussões de gênero estão no centro dos debates


O Fórum senegalês estabeleceu como meta a importante missão de ampliar a participação feminina nos debates sobre água. Essa preocupação se justifica pelo fato de as atividades socioeconômicas das mulheres serem impactadas pela disponibilidade de água e acesso ao saneamento básico.


A Secretaria Executiva do Fórum mobilizou mulheres a participarem desde as atividades de preparação para o evento, como por exemplo, na representação em grupos consultivos, com o objetivo de ampliar a participação feminina durante o 9º Fórum Mundial da Água. A organização prevê a realização de sessões especiais sobre conquistas e desafios das mulheres na governança da água, bem como sobre o mercado profissional para mulheres no campo da gestão de recursos hídricos e saneamento, com perspectivas de maior envolvimento com a área.


A estrela da música internacional, a cantora beninense, Angélique Kidjo, externou mensagem de apoio à organização o 9º Fórum Mundial da Água. “Precisamos de água porque nossos corpos são compostos de 80% desse líquido”, diz.


Nascida em Benin, a cantora também conhecida por sua atuação humanitária e compromisso como embaixadora do UNICEF. “A África precisa de água, todos os africanos têm o direito de beber água que nos permite avançar na agricultura, educação… A água está no centro da vida humana”.


Vila Africana e Vila do Saneamento promovem intercâmbios técnicos


Os senegaleses preparam dois espaços especiais e inovadores durante o 9º Fórum Mundial da Água: as Vilas Africana e do Saneamento.


Na Vila do Saneamento, os visitantes terão acesso a aspectos institucionais, tecnológicos, técnicos, respostas científicas e culturais ao saneamento. A organização do Fórum pretende com essa ação ser um espaço de expressão do “Fórum de respostas”, além de ser um local de debates sobre os riscos sanitários e ambientais que devem ser geridos. A gestão de resíduos também será debatida nesse local, destacando-o como um recurso com valor de mercado.


A Vila Africana, por sua vez, será um espaço para exposições e ações de sensibilização, informação e intercâmbio sobre as preocupações e desafios relacionados a questões da água na África e possíveis alternativas.


O local servirá para compartilhar experiências sobre boas práticas e inovações, mas também um espaço de discussão para promover a segurança hídrica na África, além de estratégias para cumprir os mais diversos objetivos de agendas de políticas públicas voltadas à gestão de recursos hídricos. O desenho da vila é inspirado nas particularidades da cultura e território de diferentes partes do continente (Norte de África, África Austral, África Ocidental, África Oriental e África Central), que contará ainda com espaços dedicados a determinados grupos sociais.


Presidente do Senegal deseja que Dacar deixe legado para políticas públicas para água


O 9º Fórum Mundial da Água tem a ousada meta de ser um Fórum de respostas à gestão de recursos hídricos na África e no Mundo. Essa visão é exposta pelo presidente do Senegal, Macky Sall, ao comentar a realização do maior evento de gestão da água no mundo.


“Juntos tornaremos o direito humano à água uma realidade em todo o mundo”, comenta Sall em comunicado enviado aos participantes do Fórum.


Ele ainda comenta que o Senegal se manteve firme em receber o Fórum Mundial da Água, com o objetivo de “colocar a água no coração do multilateralismo e das políticas internacionais, para construir mecanismos de resposta eficazes a crises multifacetadas e a construção de um mundo pós-Covid-19 mais resiliente, próspero e estável”.


Sall também lembra da urgência de ações em gestão de recursos hídricos frente às mudanças climáticas. “O dever de mudar nosso mundo questiona nossa capacidade de agir a tempo! O aquecimento global aumenta o risco de grandes crises sociopolíticas com efeitos adversos sobre o meio ambiente, áreas rurais e bacias hidrográficas transfronteiriças, e devem receber atenção da comunidade internacional”, alerta.


O presidente senegalês destaca ainda o intercâmbio que será propiciado com a “Iniciativa Dacar 2022”, um compilado de experiências inovadoras e projetos, com vista a acelerar o alcance das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Fonte: Consórcio PCJ

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