Evento promovido pela ANA reuniu representantes de instituições públicas universidades e especialistas para debater metodologias, tecnologias e desafios relacionados ao mapeamento da rede hidrográfica
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Evento promovido pela ANA reuniu representantes de instituições públicas, universidades e especialistas para debater metodologias, tecnologias e desafios relacionados ao mapeamento da rede hidrográfica brasileira
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) realizou, na última terça-feira (18), em sua sede, em Brasília (DF), o primeiro encontro sobre mapeamento hidrográfico brasileiro. Promovido pela Coordenação de Gestão da Informação do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (COGIS), da Superintendência de Estudos Hídricos e Socioeconômicos (SHE), o evento reuniu instituições e especialistas que atuam na produção, atualização e utilização de informações cartográficas e hidrográficas em todo o país.
O encontro teve como objetivo promover o intercâmbio de experiências entre instituições responsáveis pela produção e pelo uso de bases hidrográficas, possibilitando o compartilhamento de metodologias, tecnologias, escalas e padrões utilizados na elaboração dessas informações. A iniciativa também busca identificar oportunidades de integração, cooperação técnica e aperfeiçoamento das bases utilizadas para a gestão dos recursos hídricos no Brasil.
As bases hidrográficas são um dos principais instrumentos para representar a rede de rios, córregos, lagos e demais corpos d'água do território nacional. Essas informações são essenciais para diversas atividades relacionadas à gestão das águas, como estudos de disponibilidade hídrica, planejamento, monitoramento, modelagem hidrológica e organização das informações que compõem o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH).
Durante o encontro, representantes de diferentes instituições apresentaram suas experiências na produção de bases hidrográficas, abordando os métodos empregados, as escalas cartográficas utilizadas, os desafios técnicos enfrentados e as soluções adotadas para aprimorar a qualidade das informações.
A programação contou ainda com um espaço dedicado ao debate técnico entre os participantes, com discussões sobre convergências e diferenças metodológicas, atualização das bases hidrográficas, padronização de informações, interoperabilidade entre sistemas, integração institucional e uso de novas tecnologias, como sensoriamento remoto, automação e geoprocessamento.
Participaram do encontro representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Diretoria de Serviço Geográfico do Exército (DSG), do Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC-SP), do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT-PR), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Topocart (empresa privada especializada nas áreas de gestão de dados territoriais por meio de cartografia, topografia, geodésia, geoprocessamento, cadastro imobiliário, atualização de base de dados tributários municipais, levantamentos hidrográficos e batimétricos), além de especialistas de outras instituições convidadas.
As discussões permitiram consolidar um diagnóstico sobre os principais desafios e oportunidades relacionados ao mapeamento hidrográfico brasileiro, além de definir encaminhamentos para fortalecer a cooperação técnica entre as instituições participantes. A iniciativa marcou o início de uma agenda de diálogo permanente voltada ao aprimoramento das bases hidrográficas e à integração das informações utilizadas na gestão dos recursos hídricos no País.
Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)



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