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Blog da REBOB

Oficina discute recuperação de APPs e estratégias para fortalecer a segurança hídrica em Minas

  • 20 de mar.
  • 3 min de leitura

Encontro reuniu órgãos ambientais do Estado para integrar instrumentos de conservação, incentivar práticas sustentáveis no campo e identificar áreas prioritárias para restauração


A identificação de áreas prioritárias para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o fortalecimento de estratégias voltadas à segurança hídrica estiveram no centro dos debates da Oficina de Prospecção de Áreas Prioritárias para Recuperação de APPs, realizada entre os dias 3 e 5 de março, no Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Piumhi, na região Centro-Oeste de Minas Gerais.


O encontro reuniu representantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), com participação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), além de instituições parceiras e especialistas da área ambiental.


O objetivo da oficina foi identificar territórios estratégicos para ações de restauração ambiental e ampliar a integração entre políticas públicas voltadas à conservação dos recursos naturais, ao manejo sustentável do solo e à proteção de mananciais.


Durante a programação, os órgãos do Sisema apresentaram iniciativas e instrumentos que contribuem diretamente para a recuperação ambiental e o fortalecimento da governança territorial.


Entre as ações destacadas esteve o PRA Produzir Sustentável, programa que auxilia produtores rurais na adequação ambiental das propriedades, com foco na recomposição de APPs e de áreas de Reserva Legal. A iniciativa também estimula a adoção de práticas produtivas sustentáveis, contribuindo para a resiliência dos sistemas agropecuários e para a segurança hídrica regional.

Outra experiência apresentada foi o Programa Produtor de Águas de Minas Gerais, que incentiva boas práticas de manejo, conservação do solo e da água, além de ações de restauração e proteção de nascentes. O programa já apresenta resultados positivos em diversas bacias hidrográficas do estado e pode servir de referência para o modelo que será implementado na região do Lago de Furnas.


Também foram discutidas estratégias relacionadas ao Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), instrumento que reconhece e incentiva produtores e proprietários rurais que adotam práticas de conservação ambiental, especialmente voltadas à proteção de nascentes e mananciais.


Nesse contexto, o Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP) foi apresentado como ferramenta de planejamento territorial que integra análise ambiental e vocação produtiva, orientando o uso sustentável do solo e apoiando a estruturação de ações de restauração ecológica associadas ao desenvolvimento rural.


Ao longo da oficina, os participantes também trabalharam na identificação e consolidação de áreas prioritárias para restauração, etapa que deve orientar os próximos passos das iniciativas de recuperação ambiental na região.


De acordo com a coordenadora regional da Unidade Regional de Gestão das Águas Alto São Francisco e Alto Paranaíba (URGA ASF/AP) do Igam, Adriana Francisca da Silva, encontros como esse fortalecem o diálogo entre instituições e contribuem para a construção conjunta de soluções voltadas à conservação ambiental. “Quando instrumentos como o PRA Produzir Sustentável e o Pagamento por Serviços Ambientais caminham de forma integrada, ampliamos as possibilidades de incentivar boas práticas de manejo nas propriedades rurais. Isso se reflete diretamente na conservação do solo e da água, além de gerar benefícios concretos para os produtores, que passam a ter propriedades mais produtivas, valorizadas e alinhadas com a sustentabilidade”, destaca.


A iniciativa reforça a importância da atuação integrada entre diferentes instituições e programas voltados à gestão ambiental, além de evidenciar o papel do diálogo técnico e da cooperação entre poder público, especialistas e produtores rurais na construção de soluções que conciliem produção, conservação ambiental e segurança hídrica.


Fonte: IGAM

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