Sumário da água

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Os impactos da falta de saneamento básico em Recife


Fonte: Turismo e Viagem



No dia 12 de março, mais de 1.6 milhão de recifenses comemoram o aniversário da capital de Pernambuco. A cidade que acabou de completar 484 anos apesenta extrema importância para a economia e o turismo de Pernambuco. As praias, a arquitetura histórica e a cultura da capital pernambucana são ótimos atrativos para turistas de todos os cantos do Brasil e do Mundo.


Recife ainda enfrenta desafios que não condizem com a importância da cidade frente ao estado e a região nordestina; o saneamento básico para quem mora na capital do estado, principalmente aos serviços de esgotamento sanitário, traz algumas preocupações.


Quando falamos em abastecimento de água, a situação da capital de Pernambuco ainda é satisfatória. Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2019, 89,33% da população do município tem abastecimento de água potável.


Já em relação as perdas de água, com 57,92%, Recife está acima da média nesse quesito. O indicador de perdas na distribuição mostra, do volume de água potável produzido, quanto não é efetivamente consumido pela população. Para termos uma noção, a perda média do país é de 38,5%, Recife se destaca negativamente quando comparado com as demais capitais do país.


Agora quando falamos em esgotamento sanitário, a situação é preocupante. Estima-se que na cidade apenas 43,96% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 74,69% dos esgotos de Recife são tratados. Esses índices revelam que é necessário maior atenção por meio da prefeitura da cidade e que há desafios na capital de Pernambuco para serem enfrentados, até porque Recife ocupou o fim da tabela do Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades, na 75ª posição.


As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população.


Além dessas vantagens, estão também os empregados no turismo da cidade. Somente em 2018, foram registrados na capital pernambucana, cerca de 41 mil pessoas empregadas na área do turismo, uma quantidade considerada grande e que é muito afetada pela falta de saneamento básico. De acordo com dados retirados do novo portal do Trata Brasil, o “Painel Saneamento Brasil”, a diferença salarial de um recifense empregado no turismo com saneamento básico em residência para um com as mesmas características, mas sem saneamento é de cerca de R$ 1.500,00.


Por fim, dados também retirados do Painel Saneamento Brasil mostram que entres os anos de 2010 e 2018, cerca de R$ 2.5 bilhões foram investidos nos serviços de água e esgotamento sanitário de Recife, valor considerado alto comparado com as demais capitais nordestinas, porém distante de necessário para a universalização de umas das cidades mais importantes da região Nordeste do país.


Fonte: TrataBrasil

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