Sumário da água

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Roda de Diálogo discute as Águas Urbanas no XXIII ENCOB

Atualizado: Out 8



O Professor Valmir de Albuquerque Pedrosa, Titular da Universidade Federal de Alagoas, foi o contextualizador e moderador da Roda de Diálogo: Águas Urbanas da parte da manhã no segundo dia dos trabalhos do XXIII ENCOB.



A mesa foi finalizada com o Professor Valmir dinamizando as perguntas dos participantes on-line e as resposas dos Palestrantes convidados.




Paulo Lopes Varella, Presidente do Comitê de Bacia dos Rios Piancó Piranhas Açú, foi um dos Palestrantes da roda de diálogo da manhã do segundo dia do XXIII ENCOB.


Varella explanou sobre a Gestão das águas nas cidades: Águas subterrâneas e águas superficiais. Ele destacou que devemos pensar nas águas desde sua origem, nas nascentes até chegar nas cidades.


Apontou a sua visão de gestão e ressaltou que a água é meio ambiente e de outro lado é vetor de recursos hídricos. Varella alertou que para se ter segurança hídrica é primordial a gestão integrada das águas.



Alexandre Henrique Bezerra Pires, Coordenador Estadual e Nacional da ASA - Articulação do Semi-Árido e Coordenador Estadual do Centro Agroecológico Sabiá, foi um dos Palestrantes da roda de Diáologo da manhã do segundo dia do XXIII ENCOB, com a abordagem sobre a Gestão das águas nas cidades: Interface da gestão da água para produção de alimentos.


Pires pontuou que deve-se pensar nas cidades no contexto sócio enconômico e o abastecimentos de água. Ele trouxe reflexões e exemplificou os casos das cidades de Recife e Olinda, que curiosamente sofrem com ações antagônicas relacionadas a água.


A primeira situação e que essa cidades sofrem com o volume de águas das enchentes e, a segunda, contraditoriamente, é que as periferias desses centros urbanos sofrem com a falta delas.



Lupércio Ziroldo Antônio, Governador Honorário do Conselho Mundial da Água e Presidente da REBOB, esteve presente na roda de Diálogo da manhã do segundo dia do XXIII Encob e explanou acerca da Segurança hídrica para as cidades.


Lupércio apresentou constatações relevantes, como o índice de aproximadamente 80% da área territorial dos munícipios ser rural e estatisticamente apenas 5% é constituída pela população, mas consequentemente 90% do orçamento municipal está direcionado para obras, serviços e desenvolvimento de programas no perímetro urbano.


Ele ainda discorreu sobre as ações de planejamento, ações de orçamento e ações com a população e deixou registrado que as cidades precisam entender e planejar a água, pois existe a necessidade de planejamento macro para o futuro sobre as condições para se ter segurança hídrica no futuro.




O Especialista em Recursos Hídricos da Superintendência de Operações e Eventos Críticos da ANA, Marcos Airton de Sousa Freitas, também honrou o XXIII ENCOB com sua presença on-line, através de áudiio, na mesa de Diálogo da manhã no segundo dia do evento, com a exposição brilhantemente técnica acerca de Eventos críticos em cidades, abordando os extremos das enchentes e estiagem.


Marcos Airton falou sobre os desafios para o Brasil, como mais calor e menos chuvas e deu destaque para a Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH e a atuação participativa dos Comitês de Bacias no cenário atual. Ele demonstrou através dos estudos técnicos que a resiliência e capacidade de adaptação e a confiabilidade estão interligadas para superar momentos como o que atravessamos desde outros tempos.


#Falacomitês


Na sessão do #Falacomitês do parte da manhã do segundo dia do XXIII ENCOB, o Assessor Técnico do Consórcio PCJ, Flávio Forti Stenico, apresentou o case de sucesso sobre a Revitalização do Ribeirão Quilombo: reflorestamento, macrodrenagem e tratamento de efluentes em curso d'água urbano.


O Ribeirão Quilombo nasce no município de Campinas, passando por Paulínia, Sumaré, Nova Odessa e terminando no Rio Piracicaba em Americana, no estado de São Paulo. O projeto tem trazido ótimos resultados nos 03 últimos anos desde que foi implementado, principalmente no apspecto de envolvimento e sensibilização das comunidades envolvidas, dos gestores públicos e a sociedade civil.


Flávio salientou que a necessidade de saneamento e tratamento de efluentes para a mudança de paradigma na região do Ribeirão do Quilombo foi primordial para uma série de bons resultados, tais como no âmbito da macrodrenagem e recuperação florestal e revitalização da nascente.



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