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Roupa Descolada: a união de uma engenheira e uma professora pelo meio ambiente



A engenheira de computação Alinye Amorim e a professora Flávia Shiwa no final de 2020 sentiram que precisavam partir para a ação e conscientizar a comunidade sobre os impactos do consumo no meio ambiente.


A ideia do projeto partiu do Pedro, filho da Alinye que na época tinha 12 anos e que participou de um torneio de Sustentabilidade na escola que buscava fomentar os jovens em buscar soluções para um mundo melhor. A proposta era ter um espaço onde os jovens pudessem trocar roupas. Uma ideia tão simples, mas que poderia ter grande impacto.


Duas mães, que sabem como crianças e adolescentes perdem roupas rapidamente, não podiam deixar uma ideia assim passar em branco. Alinye, que é chefe escoteira, sempre movida em deixar o lugar melhor do que encontrou e Flávia, como professora de alfabetização e com forte atuação social, viu nessa ideia uma oportunidade de educação ambiental.


Juntas nasceu a Roupa Descolada, uma ONG de educação sustentável e consumo consciente para adolescentes através da troca de roupas, localizada em São José dos Campos, interior de São Paulo. Em janeiro de 2021 começaram a montar o plano de negócios e desenhar melhor o projeto.


E onde encontrar os jovens? Nas escolas! Isso mesmo, os espaços de troca são montados em espaços cedidos pelas escolas e com cara de lojinha, os jovens trazem as

peças que não querem mais e trocam por outras, sem nenhum custo. Mas chegar até aqui não foi nada fácil.


Quando estavam procurando contatos com grupos ligados à sustentabilidade, as duas foram conversar com a diretora da pastoral da educação que elas fazem parte e ao contar a ideia, a irmã que também era diretora de um colégio adorou o projeto e ofereceu um espaço, esse incentivo fez toda a diferença e começou a concretizar o projeto.


A partir daí, as coisas foram acontecendo, conseguiram doações de paletes, roupas, empresários patrocinaram os banners que enfeitam o local, fotógrafo doou sessão de fotos, uma advogada começou a ajudar com as burocracias e um escritório de contabilidade apoiou a formalização da ONG.


No dia 31 de agosto de 2021 foi aberta a primeira unidade e em 2 meses já estava sendo aberta a segunda unidade. No início o atendimento era aberto ao público, porém

devido a pandemia e por estar inserida dentro da escola, foi necessário restringir apenas aos alunos e pais.


Nos espaços de trocas, elas também oferecem palestras e oficinas de customização em que os jovens podem entender os impactos da cadeia têxtil no meio ambiente e aplicar na prática os conceitos de ecologia aprendidos em sala de aula.


O projeto Roupa Descolada com 1 ano de funcionamento, já contribuiu para o meio ambiente com números significativos, foram mais de 700 jovens trocando mais de 4.000

peças de roupas, o que significou uma diminuição de emissão de CO2 e poluição das águas e rios.


A ONG também já organizou Feiras de Sustentabilidade na cidade envolvendo parceiros engajados na comunidade para troca de roupas, coleta de resíduos eletrônicos, venda de produtos que não agridem o meio ambiente e sendo um espaço para palestras e rodas de conversa sobre o tema.


O plano das empreendedoras hoje é buscar parcerias e investidores que partilhem desse ideal para expandir cada vez mais a atuação da ONG, atingindo outros estados trazendo educação sustentável para os jovens para garantir que teremos adultos comprometidos com o meio ambiente.


Alinye Amorim - Engenheira de Computação, mãe do Pedro, da Helena e do Felipe.

Flavia Shiwa - Pedagoga, especialista em alfabetização e letramento, mãe da Myuky de 12 anos.


Saiba mais sobre o projeto em: www.roupadescolada.blogspot.com

Instagram: @roupa_descolada

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